Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é jornalista. Mas gosta mesmo é de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, morou um ano e meio no Rio de Janeiro e, apesar da agradável maresia, sofria de saudade do doce ar da paulicéia. Jamais se recusa a conhecer lugares novos e/ou inusitados, seja para comer, dançar, transar ou fazer qualquer coisa. Como pega amizade fácil em elevadores, metrôs, trens e até no ponto de ônibus, é uma espécie de garimpeira urbana das histórias cotidianas da metrópole.



  • Anastácia
  • GritaSP
  • Jantarte
  • Jornalismo 3G
  • Lili
  • maron
  • Pobre também come
  • Sampa meu lugar
  • Tiago Doria
  • Urbanistas
  • Anastácia
  • Jantarte
  • Pobre também come
  • Jornalismo 3G
  • Jornalismo 3G
  • Tiago Doria
  • GritaSP
  • Pobre também come
  • Sampa meu lugar
  • Urbanistas
  • Jornalismo 3G
  • Tiago Doria
  • Lili
  • maron





  • 06 de Janeiro de 2009

    Metrô, I love you!

    A idéia é mais que pertinente, mas começou com polêmica e, claro, congestionamentos.
    Este ano, a Prefeitura vai fazer a chamada Inspeção Veicular Ambiental para (tentar) reduzir a emissão de os poluentes emitidos pelos muitos carros que circulam pela capital. Prefeito, demorou! Ninguém aguenta mais ver aquelas fotos da massa cinza sobre a paisagem da metrópole.

    Devem passar pela vistoria ecológica 1,5 milhão de veículos movidos a diesel, gasolina, álcool e gás, além das motos. Quem não levar o carrinho para a vistoria não poderá licenciá-lo. Tá?

    O esquema é o seguinte: o cidadão precisa entrar no site, imprimir um boleto bancário e pagar uma taxa de R$ 52,37 - que será devolvida depois, caso o veiculo esteja “ecologicamente corretoâ€. Feito isso, o dono do carro agenda adata da inspeção por telefone (11 3545 6868) ou pela internet. Esse agendamento começou ontem, mas o site e os telefones da Controlar, concessionária que presta o serviço de inspeção para a Prefeitura, estão travados por… excesso de veículos, claro! Outro detalhe que deixa a boa idéia com jeitão de piada sem graça: serão inspecionados este ano só os carros fabricados depois de 2002. Ao contrário da lógica de sempre, os mais velhos aqui NÃO TEM preferência. Idosos: fim da filaaa!

    Tem gente reclamando das “latas velhas’ que circulam por aí soltando uma vísivel e densa fumaceira preta. Depois, depois…Lá para 2010, 2011. Isso também tem causado indignação nos munícipies. E segundo Hélio Neves, chefe de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente, a idéia é começar de maneira progressiva, com os carros mais jovens, e evitar transtornos para a cidade (hã?). Tá então.

    2009 promete, queridos paulistanos! E viva o Blhete Único! Vivaa! Vivaa!


    Este veículo da terceira idade escapou da Inspeção em 2009. Só vai fazer o check-up ecológico no ano que vem. Se resistir até lá, claro! Já o reluzente jovem à frente dele… Não terá a mesma sorte!


    Isso sim é MOBILIDADE: O N95, lindo, no meio dos carros e das árvores amigas da fumaça


    Ressaca das festas na Oscar Freire: destes, só o ‘Fuca’ vermelhão ali no fim da fila escapou da inspeção em 2009. Sorte dele!



    29 de Dezembro de 2008

    Êxodo 2009

    Sempre depois do Natal, São Paulo fica assim, esquisita… Parece meio desanimada, em outra rotação. Metade acesa, outra apagada.
    Será?
    Por outro lado, os dias estão brilhantes, iluminados, fluentes e mais suaves. A cidade parece, também, tirar férias dos moradores. E relaxa um pouco. Sob o sol.
    Ainda assim fica aquela impressão de que algo incrível está acontecendo em algum outro lugar fora daqui. Os congestionamentos da metrópole se espalham por outras vias, à beira mar, nas curvas da estrada de Santos, Rio-Santos, Dutra, Pedro Taques (que até os 12, para mim, era Pedro Taxi, claro!), BRs e afins…
    E apesar de todo o alarde sobre o Reveillón na Paulista, a São Silvestre e tal, Urblog só volta no dia 06 de janeiro. O que será que os paulistanos estão fazendo de incrível em algum outro lugar fora daqui?



    23 de Dezembro de 2008

    Natal com fome

    A impressão que ele dá é: se não fosse gago estaria em melhor situação. Se pelo menos se comunicasse com mais desenvoltura… Rodrigo não sabe explicar como nem porquê, só diz que tem “o domâ€, mas é praticamente um calendário humano. Você fala a data – dia, mês e ano – e ele diz qual é o dia da semana. Passado e futuro. Vale tudo.

    [O homem calendário é um solitário típico. Mora numa pensão, é solteiro, sem filhos, sem pai nem mãe. Eira nem beira. Sem educação formal, está desempregado. Conta que já foi a pé para Curitiba. “Andando devagar, demorei nove dias para chegarâ€. Agora vai para Cuiabá. Isso porque, fora de São Paulo, consegue dar entrevistas em emissoras de rádio e TV. Em São Paulo, diz, não consegue nada, “muito difícil aquiâ€. Urblog pensa, mas não fala, claro: “Acho que é esse jeito de falar que o atrapalhaâ€]

    Bom, a repórter e o amigo Fernando Gazzaneo lançam datas ao léu. Ele rebate com dias da semana. Tá, impossível de saber se diz a verdade ou não. Urblog lança mais duas datas. A primeira, sem dúvida, era domingo. A outra, com certeza, foi quarta-feira. E ele aaaaaacerta as duas. Vai saber como. E o fatídico 11 de setembro de 2001? “Terça-feiraâ€, rege Rodrigo. Foi, né?

    Depois ele pediu uns trocados para comer. E, quem sabe, começa a caminhar amanhã rumo a Cuiabá. É, leitores, a véspera do Natal vai ser melhor para muita gente…



    22 de Dezembro de 2008

    Vida arte morte

    Popó – que não é o boxeador, mas bem que guarda alguma semelhança física como baiano – saiu da cidade cearense de Crateús nos anos 80, para fazer vida em Sampa. “Sabe o prédio do Citibank, na Paulista? Tem o suor do Popó aliâ€, revela. Nos anos 90, conseguiu um emprego de coveiro no cemitério da Consolação. Enterrava e exumava corpos, varria as ruas. Mas gostava mesmo das obras de arte que cobrem e adornam os túmulos mais nobres. Quando o administrador do cemitério vinha fazer o tour com visitantes, Francivaldo Popó corria para a tumba mais próxima do grupo e tentava ouvir a explicação, os nomes, as datas, escondido atrás das lápides… depois, anotava o que podia onde podia (em geral, nas mãos), perguntava mais tarde para o chefe e ia pesquisar as informações na Biblioteca Mário de Andrade, perto da Praça da República. Até que, em 2000, Popó foi promovido: de coveiro a monitor. Ou guia do tour. Popó sabe todos os nomes de sepultados que viraram ruas, avenidas e praças da cidade, datas e histórias de cor e salteado. Chama o cemitério de “museu histórico a céu abertoâ€. Durante a visita, caminha à vontade entre as lápides e ruazinhas com desenvoltura típica de quem conhece cada palmo (em todas as direções) do local. É autodidata, segundo ele mesmo. E apaixonado por “arte tumularâ€.

    Popó conta que um dos artistas plásticos campeões de lápides em São Paulo é o italiano Antero Del Debbio. Que, segundo a filha de Vitor Brecheret (outro campeão em decoração de eternas moradas), o o escultor nasceu na Avenida Rebouças, aqui mesmo em SP, em 1894. E não na Itália, como todo mundo pensa.

    No momento mais emocionado do passeio, Popó mostra, cheio de uma formalidade meio chorosa, a lápide do ex-administrador do cemitério, Délio Freire dos Santos, seu mentor e ídolo. “E sempre respondia às minhas dúvidas, jamais me disse não. Mas ele era advogado e historiador, eu nem tenho formação acadêmicaâ€, desculpa-se o guia, todo modesto. Tudo bem, Popó, essa é a graça. A sua formação na escola das ruas. Boa vontade, muitas vezes, faz mais do que um diploma universitário. De camisa azul clara por dentro da calça de pregas azul marinho, cabelo bem penteado e leve tom de locutor na voz gentil, Popó, dono de um jeito pra-lá de formal, aponta, mostra detalhes, conta histórias e o faz um tour que demora, mais ou menos, duas horas pelas vielinhas do cemitério. Antes de começar, no entanto, pede que a repórter proteja a privacidade dos falecidos, que não exponha as lápides, nem as famílias, nem as pessoas – ops! – corpos enterrados ali, sob grandes esculturas de mármore, concreto e granito. Ok, Popó, vamos tentar!


    O ídolo


    “Preceâ€, de Bruno Giorgi, escultura feita em 1970 para Salles Oliveira, governador e co-fundador da USP.


    Dessa estátua, vândalos arrancaram as tranças, lamenta Popó


    Em homenagem a uma família síria de industriais da área têxtil, dona do espaço, claro!



    “O grande anjoâ€, de Victor Brecheret, na casa eterna da família Botti


    escultura que homenageia a revolução de 1932, no túmulo de Armando Zago



    19 de Dezembro de 2008

    Intervenção bem pertinente

    Está sempre está ali, imponente e simbólica, num prédio visível para quem está na Praça da República e ousa olhar para o céu nem sempre quase nunca azul. Observa com desdém os apressados paulistanos que, nos últimos dias, se acotovelam ainda mais nas ruas do centro para garantir as pechinchas de Natal. Com listinhas nas mãos, compram e compram - não querem esquecer de ninguém. Porque Natal é assim: se deu para um, tem que dar para o outro também. Seguem o desesperado conselho do Presidente Lula, que pediu há cerca de um mês: “Para evitar recessão, não deixem de consumirâ€. E os congestionamentos, que já fazem mesmo parte da pasisagem da cidade durante o ano mesmo, está ainda mais vigoroso nesta época. Implacável. Mas ela, do alto de suas listras, não está preocupada com isso. Nem carro, nem listas. Nem nada. Só observa, impávida, os motoristas, passageiros, cobradores, consumidores, vendedores e papais noéis de ocasião. Quando alguém olha para o relógio e solta aquela bufada seguida de um sonoro palavrão desses ditos de boca cheia, ela sorri por dentro, toda satisfeita. Ela é a amiga do caos, do “dia de fúria’, do que deu errado. E sabe a Lei de Murphy de cor e salteado. Mas é amiga, é fofa. Ela é a….



    19 de Dezembro de 2008

    Madonna, I love you

    Ele chegou ao Morumbi na quinta para ver o show no sábado. Fechou o salão de beleza em Peruíbe, onde mora, remarcou os horários das clientes e está arrasando na fila, com figurino para lá de especial. Já amigo vai passar quatro dias no estádio. Comprou ingressos para quinta, sábado e domingo. Se joguem, meninos!

    A paixão por Madonna atravessa gerações e gerações. A seguir, confira uma entrevista cláááássica da cobertura jornalística em grandes shows: aquela em que pais e filhos vão juntos ao espetáculo porque curtiram juntos o ídolo em casa.



    18 de Dezembro de 2008

    Que rufem os tambores

    O assunto do mês nos botecos, almoços de família e elevadores da cidade - além da crise econômica e das compras de Natal, claro – é o show da Madonna. A euforia geral começou há cerca de três meses, quando anunciaram que ela viria, depois veio a euforia para comprar ingresso antecipado, euforia para não perder o espetáculo da cinquentona mais enxuta e querida do mundo…

    No primeiro dia dos três shows que ela vai fazer na capital, mais euforia na fila. Todos querem garantir um bom lugar ao sol do Morumbi. Se nos anos 80 Madonna e Cindy Lauper disputavam o título de estrela pop mais tuuuuuuudo do mundo, hoje está claro: Madonna ganhou. O povo brasileiro está, de fato, a seus pés. Isso, claro, a julgar pelo entusiasmo da fila. TODOS, sem uma mísera exceção, dizem que o momento mais extasiante vai ser a entrada apoteótica e triunfal da diva oitentista no palco. Ninguém quer saber de música nenhuma especialmente. Até porque as preferidas da claque (as mais antigas, dos anos 80) estão fora do set list de hoje. Todo mundo está ali para ver a ídola, não necessariamente para escutá-la.

    Os cambistas, no entanto, estão bem preocupados. Até às 16h, tinham vendido muito pouco. Ou quase nada. Um deles, enfurecido, oferecia entradas e xingava. E não quis aparecer. Claaaaaaaaro. Mas esbravejou bastante. O ingresso mais barato: R$ 150. O mais caro: R$ 250. “Por enquantoâ€:

    “Isso aqui tá um fiasco. Só se melhorar amanhã. No do U2 tinha muito mais gente. Tem vendedor com R$ 10 mil de ingressos na mão. Vai morrer com eles. Tenho certeza de que quando faltar uma hora para começar o show vamos ter que vender por 20 reaisâ€, pragueja, bem ‘otimista’.

    No entorno do estádio, tudo e qualquer coisa vira oportunidade de negócios. Para guardar o carro no estacionamento é preciso desembolsar R$ 10. Para ir ao banheiro, paga-se de R$ 1 a R$ 2. O banho é R$ 10. Camisetas com o rosto da cantora: de R$ 15 a R$ 20. E a tiara de diabinha (ou borboletas - ?) custa R$ 5.

    Uma vendedora de bebidas explica que o público do show da Madonna é exigente. “Só gosta de marca boaâ€. Já quem vai ao estádio ver partidas de futebol… Toma qualquer coisa, de qualquer marca, segundo ela.

    MUXOXO
    Kate é uma das muuuuuitas vendedoras de camisetas. Desanimada, só tinha venddo cinco unidades até às 15h00 do primeiro dia de show.

    AGROFÃ
    Essa fã se montou especialmente para ver o show. Tem 31 anos, mora em Campinas e, claro, ama Madonna desde que abria espacate e fazia contra-tempos nas aulas de jazz da adolescência ao som de Like a Prayer. Uhuuuu!

    NA ALEGRIA E NA TRISTEZA
    Eles nem se conheciam quando dormiram juntos no chão duro durante três dias em outubro. Acabaram ficando amigos…na fila para comprar o ingresso do show da Madonna. Trocaram telefones e voltaram a se encontrar na fila… para ver o show, dessa vez.

    FERIADO
    No meio da tarde, a fila no Morumbi já dava voltas, voltas e voltas…

    O BUMBA é POP
    O busão leva e traz os fãs do Shopping Morumbi

    MAMÃE QUERO SER BRITNEY
    Essa foi demais:
    “A Madonna vai me chamar para subir no palco e eu vou dar um beijo na boca delaâ€, planeja a moça de 18 anos.
    Mas por a loira chamaria você exatamente?, indaga a repórter
    “Porque vou estar peladaâ€, responde.
    Então tira a roupa agora, pede a repórter
    “Nãããão. Mas mostro meu piercingâ€
    Mostrou.

    Não perca mais vídeos e personagens da fila do show. Logo mais aqui, no Urblog.



    17 de Dezembro de 2008

    Pise no breque, abra a carteira

    Urblog insiste uma vez nos carros. Porque quem mora na Paulicéia, se pergunta dia sim dia também: ‘de onde saem tantos?’

    Estacionar o carro nesta megalópole, em alguns momentos e em certos lugares, ganha ares de desafio. Quantas vezes você não gastou um tempão procurando vaga na rua, não achou, largou seu automóvel em algum estacionamento e sentiu que pagou caro demais para deixar o carro numa garagem que, além de tudo, só aceita dinheiro vivo? E já ficou com a impressão que, somando o valor gasto para estacionar e o combustível usado em determinado percurso, teria desembolsado menos se tivesse deixado o carro em casa e ido de táxi?
    Pois é. Sampa tem isso também. Quem vai de carro, precisa pensar na logística e guardar algum dinheiro na carteira (é chatérrimo ter que procurar caixa eletrônico a pé para resgatar o carro que, afinal, é seu)

    Urblog subiu a rua Augusta a 20 por hora e cotou o preço de algumas garagens. A pegadinha é a seguinte: na placa da porta, colocam o valor atraente (R$ 4, R$ 8) em destaque e só quando você chega bem pertinho consegue enxergar: “por 1/2 horaâ€. Só que, ao chegar beeeem pertinho, o carro já está praticamente dentro do estacionamento. E pouca gente tem disposição para cotar preços antes de estacionar.

    Vamos às conclusões da pesquisa informal:
    Urblog parte do quarteirão que vem depois da rua Estados Unidos e segue em direção à Paulista até a Alameda Franca, onde termina o levantamento. A variação é pequena. Mas há. Os estacionamentos mais baratos, claro, são conveniados com empresas e bancos próximos. Cobram R$ 7 por 60 minutos. Nos mais caros, a hora custa R$ 13.


    ½ hora – R$ 7
    1 hora – R$ 9


    1 hora – R$ 11


    ½ - R$ 8
    1 hora – R$ 10


    1 hora – R$ 13


    ½ - R$ 8
    1 hora - R$ 13


    ½ - R$ 8
    1 hora – R$ 12


    ½ hora – R$ 4 – para quem vai ao banco
    1 hora – R$ 7


    1 hora – R$ 8
    2 horas – R$ 12


    ½ hora - R$ 3, 99
    1 hora – R$ 7


    ½ hora - R$ 5
    1 hora – R$ 8

    Conclusão: analisando a relação custo/lucro, estacionamento em São Paulo é um excelente negócio.



    Andar por São Paulo é se perguntar, dia sim e dia também de onde sai tanto carro? Um bilhão de dólares – ou cerca de 2,3 bilhões em reais. É o que o Brasil gasta por ano com os danos causados pela poluição. Hoje, né? Amanhã será mais, muuuuuuito mais.

    Segundo um estudo inédito da USP (Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo), que analisou a qualidade do ar em seis regiões metropolitanas do País, o vilão ambiental é a frota de veículos que não pára de crescer.
    E no ranking da poluição, quem está no topo? (responda sem pensar).
    Resposta eee-xata: São Paulo gasta US$ 300 milhões só com a poluição. Em segundo lugar, Rio de Janeiro (US$ 250 milhões). E depois, nesta ordem: Porto Alegre (US$ 180 milhões), Belo Horizonte (US$ 150 milhões), Curitiba (US$ 140 milhões) e Recife (US$ 10 milhões).

    Esse montante todo, que fique bem claro, é gasto com as mortes ou no tratamento de doenças associadas direta ou indiretamente à poluição. Essa pesquisa é a primeira latino-americana que ousa medir o estrago financeiro causado pelos gases tóxicos emitidos na atmosfera.


    do Pense a respeito

    Na Grande São Paulo, morrem 12 pessoas, todos os dias, por causa da poluição.
    Quem respira na Paulicéia tem a expectativa de vida reduzida em um ano e meio. Mesmo sem fumar, o paulistano corre 20% a mais de risco de contrair câncer de pulmão e 30% de sofrer de doenças cardiovasculares do que um fumante alguém que vive numa cidade de ar limpo.


    do Ecourbana

    Agora… Já que os carros são os principais responsáveis por esse ar ma-a-a-aravilhoso que São Paulo respira, por que não fabricar carros menos poluentes? Aaaaah! Elétricos? Sim. Existe até uma Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), com sede no Rio de Janeiro, que tenta incentivar essa novidade por aqui. Há quem fabrique – e use - bikes, motos e carros movidos à bateria no Brasil. A GM, inclusive, lança com alarde em 2010 o Volt. A bateria do carro fica carregando na tomada a noite toda e o sujeito anda 60 km, mais ou menos, durante o dia. Na Europa tem o Prius, da Toyota. Fora do Brasil já existem vários. Confira mais este aqui

    Ter um carro elétrico tem algumas vantagens…
    …Você econimiza dinheiro.
    [A Lei 6.606, no inciso III do art. 7 estabelece a alíquota de 3% para automóveis de passeio, de esporte, de corrida e camionetas de uso misto movidos a eletricidade – essa alíquota é 25% inferior a dos automóveis movidos a gasolina. Tá?]

    …Pode escapar do rodízio.
    [Segundo a ABVE: O inciso X do Art. 2 da Lei Estadual no 9.690 de 2 de junho de 1997 e inciso I do Art. 4 do Decreto Estadual 41.858 de 12 de junho de 1997 garante que as limitações instituídas pelo Programa de Restrição à Circulação de Veículos Automotores na Região Metropolitana da Grande São Paulo (rodízio) não se aplicam a veículos elétricos. Olhaaaaaaaaaaa.]

    Agora, o mais legal dessa história. A ABVE tem um mapa dos veículos elétricos no mundo. E no Brasil. O ÚNICO ser humano brasileiro que roda por aí dirigindo um carro elétrico se chama Luciano e mora em… Cuiabá. Ele tem um Gurgel Supermini. Este:

    E, para terminar, um vídeo-conspiração. Quem matou o carro elétrico?

    Na blogosfera, que está de olho nesse tema, tem muita gente de olho nesse tema:
    Pense a respeito
    Ecourbana

    OBS: Quanto mais poluição, mais mulheres nascem.



    16 de Dezembro de 2008

    Encontros e desencontros

    Aos muitos leitores que procuram familiares e gostariam de contar com a ajuda de Lindalva Matos, a Tia Xereta (entrevistada do Urblog da semana passada) para (re)encontrá-los, entre aqui ou mande e-mail para lindalva@tiaxereta.com.br.
    Boa sorte!