Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é jornalista. Mas gosta mesmo é de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, morou um ano e meio no Rio de Janeiro e, apesar da agradável maresia, sofria de saudade do doce ar da paulicéia. Jamais se recusa a conhecer lugares novos e/ou inusitados, seja para comer, dançar, transar ou fazer qualquer coisa. Como pega amizade fácil em elevadores, metrôs, trens e até no ponto de ônibus, é uma espécie de garimpeira urbana das histórias cotidianas da metrópole.
Este ano, já causou ao pedalar pelado para mostrar seu ativismo. Na sexta dia 29, só não estava de terno porque trabalha sem e não teve tempo de passar em casa antes de encontrar os seus amigos amigos da bike no lugar de sempre (Pça. Do Ciclista, Paulista X Consolação), vestido de executivo. Era a bicicletada dos executivos. Dos amigos do carro? Pedalar de terno não deve ser fácil, ainda mais sob a garoa finiiiiiiinha que caia na sexta.
Está marcada para amanhã, dia 30, mais uma edição do BlogCamp Brasil (”comunidade em torno de um evento, baseado na metodologia do Espaço Aberto - Open Space Technology, onde os participantes organizam a própria pauta, formando pequenos grupos de discussão sobre determinado tema”). Urblog vai lá, no Gafanhoto - esquina das avenidas Rebouças e Faria Lima, à s 10h. O local, aliás, foi citado por nosso colega Tiago Doria, como um dos preferidos na SP dele. Eu, Juliana, repórter do Urblog, vou por sugestão do amigo e jornalista Alexandre Maron (Diretor de Redação de ÉpocaSP).
Ceará vende churrasco nas ruas de São Paulo há 12 anos. Já perdeu quatro carrinhos para os fiscais da Prefeitura que teimam em tirar o ganha-pão que sustenta dois filhos. Maria, mulher de Ceará, vende milho há quatro anos, para ajudar no orçamento da casa.
O casal está para lá de apreensivo com a nova portaria que promete multar os vendedores de alimentos e apreender as mercadorias nas ruas da cidade de São Paulo. Ceará já teve licença para trabalhar, mas na troca de administração da prefeitura, a licença foi cassada. Nas ruas de São Paulo ontem, os vendedores que tiveram coragem de sair para trabalhar eram só temor. “Disseram que o rapa vem aÔ. Mas enquanto os fiscais não chegam, permanecem. Firmes e fortes.
Os carrinhos de churrasco, milho, pipoca, churros e afins, tradicionais na cidade de São paulo - já fazem parte da paisagem da metrópole - estão, mais uma vez, proibidos.
Hoje, depois de perdoar e ganhar fôlego novo, já consegue contar a triste história sem chorar. Para aplacar a dor, se apegou ao trabalho – de manicure. A Urb-repórter, depois de xavecar bastante, conseguiu gravar a história de Vera, tÃpica mulher brasileira, peito estufado, que tem orgulho da nobreza da própria alma, que mora pra lááaáá… No Morro Doce, à beira da rodovia Anhanguera.
A vingança veio meio do avesso para Vera. Com gosto de comida fria e sem sal. A filha do ex-marido a adora, ele foi sustentado por ela durante um ano antes da separação definitiva. É… Sem sal.
Vera conta a história enquanto trabalha. E o vÃdeo tenta dar um pouco da dimensão da angústia da mulher que se anula e aceita viver pela metade por amor. Por resignação.
Olha a clÃnica/salão/instituto de beleza da Zuleica, com divisórias verde-água, dentro de um estacionamento… Clientela garantida, pinças sempre afiadas.
Ê Brasilzão criativo! Em São Paulo, se faz negócios em qualquer cantinho vazio.