Um dia quente, um parque público e… praticamente deserto no meio da metrópole frenética. Conforme prometido em post anterior, eis a piscina do Clube Escola Jardim São Paulo – o parque desconhecido da rua Viri, na zona norte -, que está sempre vazio. Chega de dar trombadas desastradas na pista do Ibirapuera. Chega de passar meia hora procurando vaga para estacionar em volta do parque. Este clube vazio fica na rua de uma estação de metrô e sempre tem lugar sobrando para carros dentro e fora. E chega de achar que seu corpo é parte de uma feijoada nas piscinas do Sesc Itaquera.  Â
A imagem abaixo remete à paisagem de uma cidade do interior, com laguinho, trutas e trilhas. Mas é de uma piscina pública mesmo, num belo dia de sol.
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Não, esse tranquilo parque não está completamente deserto: uma senhora cochila no banco do parquinho. Provavelmente está tirando a siesta bááásica depois do almoço. DelÃcia, né? Só não temos o nome dela porque acordá-la para fazer perguntas cretinas seria ainda mais invasivo do que fotografá-la roncando de boca aberta. Um dia Urblog enconta moça de novo e conta tudo. Detalhes da vida dela, hoje, estragariam a poesia desse momento mágico.
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Ah, o Terminal Rodoviário… Há quem diga que o do Tietê é um muuuuundo. Vanessa Bárbara, autora do Livro Amarelo do Terminal (Cosac Naify ), garante que sim. É gente roncando nas cadeiras, malas, lojas, gente e grupos e funcionários de todos os tipos… Uma cidade em que ninguém mora, só entra-e-sai. O Urblog inaugura hoje uma sucursal dos terminais. Imagina… Não, uma série sobre os terminais do Tietê e da Barra Funda. Mas sem pressão, né, gente? Pintou alguma história, tem post.  No banheiro feminino do Tietê, estava dona Nilda. Por ali, passam cerca de 1.500 mulheres todos os dias. Nilda tem 50 anos e chegou do Piauà há dez, trabalhou em casa de famÃlia e é faxineira do banheiro das mulheres no Tietê desde 2001. Para usar o banheiro em que Nilda trabalha, as pessoas têm que pagar R$ 1. Ela bem que gosta do que faz, tem carteira assinada, amigas e colegas ali, mas se sente humilhada à s vezes… Sim. Dona Nilda conta que muita gente chega lá, usa o banheiro - “sempre limpinho, você vê, né?†– e deixa os filhos fazerem as “necessidades†no chão. São crianças que ainda não têm altura para usar o vaso, segundo ela. Tá, mas e daÃ? Bem que a mãe poderia segurar o filho ali no alto, pelo suvaco, na mira, né? Dona Nilda se ressente. E também não quer gravar um vÃdeo contando isso. - Não estou preparada. Tenho vergonha - E uma foto. Aaaaaaah, vai? - Também não! - Então tudo o que você me disse não será usado para nada, senão os leitores vão pensar que eu inventei que você existe, imagina?  - Tá bom, vai. Foto tudo bem, mas  vai logo que eu preciso almoçar e só tenho meia hora. - Tá, tá! Clique! Â
Dona Nilda saiu meio tremida na foto. E Urblog não teve segunda chance.
Roberto e Claudete cuidam da banca de jornal na Avenida Abraão de Moraes, logo depois do viaduto do Pacaembu. Eles vendem mais quando o Corinthians perde ou ganha, contam. E já foram assaltados duas vezes em um ano. O mais incrÃvel, no entanto, é que o assaltante arrombou a banca de madrugada, levou montes de guias e revistas e fugiu. Mas não sumiu. Claudete e Roberto sabem que ele mora ali na região – Barra Funda, Bom Retiro -, assalta lojas, bancas e afins. Todo mundo sabe. É um estilo de ladrão (de galinha, diga-se) já conhecido no bairro.
Boas opções de sucos refrescantes e diferentes para dar um amenizada no calor. No Café GalÃcia, esquina das ruas Rangel Pestana com Consolação, as combinações de frutas são inusitadas e saborosas. Ãgua de côco com uva, clorofila com laranja e maçã, açaà e algumas receitas anti-celulite, energizante, anti-estresse, anti colesterol, anti-tudo… Vale a pena dar uma passada se estiver suando de calor ali pela região. Os garçons são simpáticos e o atendimento é ótimo!
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Hoje cedo, bombeiros e imprensa estavam lá, na porta do Cultura ArtÃstica, apurando cada detalhe do incidente. Às 5 da manhã de domingo, só estavam no teatro o porteiro e o segurança, que correram a tempo. O fogo começou bem no meio do teatro. Mas a fachada ficou intacta.
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Athos é nome de montanha sagrada. A palavra, de origem grega, significa “que nada temeâ€, algo com “imuneâ€. Também parece nome de ator. Ou de personagem de alguma peça em cartaz no teatro Cultura ArtÃstica, que pegou fogo no fim de semana. Não é. Athos é funcionário de um estacionamento da Rua Nestor Pestana que fica quase em frente ao teatro.
No domingo – ontem – à s 5 da manhã, Athos testemunhou o acidente quando já estava de saÃda para casa. Viu “a lÃngua de fogo subir†e sentiu o calor. Sentiu um pouco de medo nesse momento. E agora teme ficar desempregado. O incêndio e a consequente queda de movimento na região podem causar demissões nas empresas do entorno, como o estacionamento para o qual trabalha. Boa sorte, Athos! E não tenha medo.
Já que ela não pode ser minha, me mato! A estátua que representa o protagonista da ópera O Condor (Carlos Gomes) agoniza, na escadaria que dá acesso ao Vale do Anhangabáu, depois de furar o peito com um punhal. O ato desvairado foi por amor, causado pela dor de não ter a mulher amada.
Condor é considerada a última ópera de Carlos Gomes e estreou em fevereiro de 1891. A história é do italiano Mario Canti. Em Samarcanda (próxima à fronteira do Afeganistão), Condor - chefe dos rebeldes da Horda Negra, que fazia oposição ao reinado da época -, se apaixonou logo pela… rainha… Odaléa era o nome da moça. Mas… Amor proibido, coração partido…Não puderam ficar juntos por questões polÃticas e deu no que deu…
Fato é que as pessoas acreditam que passar a mão no dedo do suicida apaixonado traz sorte no amor. E de tanto acharem, o dedo desbotou. O indicador da mão esquerda.
Localização: Praça Ramos de Azevedo, no centro de SP. A obra é do arquiteto italiano Luiz Brizzolara, de 1922.
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Dona Nair trabalha no Viaduto do Chá. É uma das mais antigas dali. Tem clientes fiéis. Nos intervalos entre um atendimento e outro, faz crochê e tricô. Nos dias de sol, também segura o guarda-sol o tempo todo. Nos de chuva, procura um cantinho coberto para se acomodar. Lê cartas e joga búzios, dá receitas de banhos de descarrego, energizantes e afins. É espÃrita e também católica. Nasceu no Paraná e conheceu em São Paulo o grande amor. Vive o romance até hoje. Ele, segurança. Ela, cozinheira – o amor nasceu num restaurante bacana do Jardim Europa.
Já pensou acordar para ir ao banheiro na madrugada e trombar com uma estátua do seu tamanho, de olho bem arregalado, no meio da sala?