O buraco da discórdia
Ela jamais esquece daquele fatÃdico 12 de janeiro. “Esqueço meu aniversário, mas dessa data nãoâ€, garante. Ao estrondo gigante, seguiu-se um fordúncio que durou vários e vários dias. Aquele 12 de janeiro de 2007 foi o dia em que São Paulo parou porque - praticamente do nada - abriu-se uma cratera no chão. O buraco engoliu pessoas, casas… enfim… Causou muito transtorno. E mais de um ano depois, ainda causa. Ao lado do que um dia pode vir a ser a estação Pinheiros do Metrô, onde surgiu a cratera, de costas para a avenida Nações Unidas, está a casa de Carolina. Uma casa enorme, diga-se, que os avós dela compraram para garantir o futuro da neta. Carol é bacharel em Direito, mas preferiu ganhar mais usando a enorme garagem da casa como estacionamento. Percebeu que, naquela região, a maioria dos funcionários das empresas vai trabalhar de carro, mas não tem onde deixar o meio de transporte durante o expediente – coisa super comum em SP. Não por acaso, o negócio estava indo muito bem, rendia R$ 12 mil por mês – “R$ 6 mil para mim, R$ 6 para eleâ€, explica Carol apontando para o sócio. Pior sorte não poderia ter a dupla. Há 20 dias, um Oficial de Justiça chegou lá com uma intimação. Avisou que, por conta da maldita cratera, o consórcio responsável pela construção do metrô naquele trecho (Linha Amarela) vai demolir todo o quarteirão. Mas a Prefeitura vai pagar pelos imóveis, claro. Quanto? R$ 320 mil. Nãããão. Carolina pediu para uma corretora avaliar e ficou possessa: vale R$ 900 mil. Sacanagem! Sem choro nem vela amanhã, dia 01/10, à s 9h, a Prefeitura vai lá tomar a casa, o estacionamento, tudo. Paga 80% do valor agora e o restante não sei quando. Carol comprou outra casa – “bem menor e em lugar pior, na Vila Colomboâ€, lamenta. Nascida e criada em Pinheiros, a moça queria mesmo ficar ali, onde já conhece todo mundo e todo mundo a conhece, ganhando seu pão sem pegar congestionamento. Se não fosse a maldita cratera…

30 de Setembro de 2008
Ei, Ju. Adorei você ter dado uma passada pelo meu blog. Eu, como sempre, desde que descobri este seu espaço de puro Jornalismo, estou dando mais uma olhada carinhosa por aqui. E você, só pra manter o ritmo, cruzou com mais um rico personagem dessa vida chamada Sampa. Parabéns, de novo. Ah!!! Tão logo vá aÃ, vou contactar você, sim, pra batermos um papo pessoalmente. Grande beijo, Lu, de BH.
9 de Novembro de 2008
Nossa, até quando vai rolar essa palhaçada e descaso com as pessoas. inacreditavel e inaceitavel esse tipo de coisa,, mass.. sem palavras..tenho que falar tambem sobre a educação da dona do imóvel…