Made in KoreaSP
Parte da famÃlia chegou em São Paulo há 45 anos. Por meio de correspondências, o restante que estava lá ficou sabendo que havia um paraÃso tropical ao sul do Equador. E veio também. Harmony, a avó, nasceu na Coréia do Norte. Depois da guerra, fugiu para a do Sul e mais tarde, finalmente, veio para São Paulo - há pouco mais de 30 anos. Apesar da dificuldade com o português, adora o Brasil. “Tudo muito bom, tudo muito bom aquiâ€. Harmony teve dois filhos, um casal. Uma das netas, Io-mi, 25 anos, nasceu aqui. E ajuda Harmony a trabalhar numa feira livre no Bom Retiro (reduto da colônia corena – também - em São Paulo). Compram, de outro coreano, produtos muito usados em pratos tÃpicos da culinária da Coréia - como o nabo –, e vendem na feira, para outros coreanos que moram ou trabalham no bairro. Coreano ajuda coreano, né?
O casal Io-Mi&André terá, logo mais, filhos mestiços, que os orientais chamam de “filhos do amorâ€. Ou algo como “ainoco†(será que assim que se escreve mesmo?). Bonito isso. É a São Paulo de todos os credos, cores, etnias e misturas… A feira da Rua Julio Conceição, no Bom Retiro, é um microcosmo da metrópole que recebe, miscigena e abraça tudo mundo. Ainocos ou não.
E na feira do Bom Retiro, há morangos gigantes, “tipo exportaçãoâ€. Transgênicos? O feirante conta que esse tipo só é vendido para os Estados Unidos.
- “E por aqui ficam só os pequeninos, mirradinhos?â€
– “Éâ€.
Tá então.


26 de Outubro de 2008
há alguns anos, em porto alegre, houve uma denúncia sobre uso demasiado de agrotóxicos justamente sobre os morangos deformados, era uma aberração semelhante ao que se vê na foto… nunca mais me interessei por morangos… eca!!!
26 de Outubro de 2008
Gostei muito do post! Só pra constar… avó em coreano é í• ë¨¸ë‹ˆ; o cara do vÃdeo falava “harmôni”, quando o certo seria “halmóni”.
E æ„›ã®å (ai no ko) - dessa vez é japonês - significa “criança do amor”.