Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é jornalista. Mas gosta mesmo é de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, morou um ano e meio no Rio de Janeiro e, apesar da agradável maresia, sofria de saudade do doce ar da paulicéia. Jamais se recusa a conhecer lugares novos e/ou inusitados, seja para comer, dançar, transar ou fazer qualquer coisa. Como pega amizade fácil em elevadores, metrôs, trens e até no ponto de ônibus, é uma espécie de garimpeira urbana das histórias cotidianas da metrópole.



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  • 11 de Novembro de 2008

    Quem não tem mar, surfa no…ferro

    O Beco do Aprendiz, na Vila Madalena, virou um curioso pólo cultural urbano, impulsionado pelo bem-sucedido projeto (social) Aprendiz. Além das agradáveis tardes regadas a dub e reggae nos fins de semana, o beco agora virou point nas noites de segunda-feira. Mas nada de baladinha ou clima de paquera puro. O lance é treinar: malabares, equilibrismo, perna de pau (artes circenses em geral).

    Até aí, nada de mais. Circo está longe de ser algo novo. A sensação das segundas no beco, no entanto, é o surfe na corrente. Na falta de mar e ondas, os surfistas urbanos lançam mão de correntes de ferro suspensas por apoios laterais (aquelas que fecham as garagens de lojas e afins), na qual se equilibram e fazem manobras inspiradas no surfe, skate e snow board. Pena que a luz era pouquíssima para gravar com detalhes.

    O surfista Carlos, que pratica há oito anos, garante que a mania já existe há algum tempo em Sampa. Ele mesmo ensinou o povo de Salvador a surfar na corrente (se é que uma cidade litorânea precisa disso) quando morou lá durante um tempo. É uma espécie de esporte radical, que exige concentração, equilíbrio, postura e força. O segredo é ter ginga. Afinal, é preciso manter o tronco bem ereto e… Rebolar. Ou movimentar quadris e pernas de modo bem sincronizado. Senão… É tombo certo. Pelo menos, do chão ninguém passa. Carlos é experiente na arte da corrente. No beco, muitos estão começando agora. E os mais calejados ensinam os surfistas iniciantes.

    O grupo de surfistas de correntes tenta promover um campeonato firmeza, organizado, bacana mesmo. “Ninguém conhece esse esporte, mas queremos torna-lo mais profissional”. Dentre os praticantes, há uns 10 bons meeeeeeeesmo. E uma legião de aprendizes. O sonho da turma é que o campeonato role ainda em dezembro. Só falta apoio e…grana, claro… para produzir o evento.

    No meio do burburinho da Vila Madalena, a festinha que rola no Beco todas as segundas parece até terapia coletiva. “Magamalabares, aquamarã, um barquiiiiiiinho…”

    Nem a chuvinha fina de típica da Paulicéia espantou quem estava no Beco do Aprendiz, curtindo as artes circenses, o surfe na corrente, o som de qualidade…

    Sobre surfe na corrente, confira mais aqui

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    comentários dos leitores (2)

    1. www.flogao.com.br/surfnacorrentesp

      11 de Novembro de 2008

      Oi Juliana!!
      Surfista de corrente se apresentando!! hehe

      mais urbano que o surf na corrente só esse blog mesmo!! hehe
      ficou mto legal o jeito que vc escreveu a “matéria”.
      é uma pena ter ficado escuro. mas no campeonato agente não vai ter esse problema. ;)

      ahh.. num sei se vc percebeu mas o link do flog está errado. é surf sem o “e”.

      se vc ainda n conseguiu visitar o flog será um prazer vê-la por lá.

      te aviso qndo tiver novidades.

      um beijao.

    2.  
    3. surfe » Blog Archive » Quem não tem mar, surfa no…ferro

      3 de Dezembro de 2008

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    4.  
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