Raiou, resplandesceu, iluminou…
Sim, além de pessoas depressivas, São Paulo está infestado de edifÃcios doentes. São, basicamente, prédios que não recebem luz natural. Ou recebem muito pouca.
Um estudo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da (FAU) “aponta que 30% a 40% da energia elétrica consumida pelos edifÃcios comerciais da cidade são para geração de luz artificial, enquanto nas capitais da Europa não ultrapassam 14%â€. Enquanto o “iluminado†céu de Londres emite 7.000 lux, o céu nublado – NUBLADO, como hoje - de São Paulo emite mais de 14.000 lux, sendo que os paulistanos consomem (pagam) mais que o dobro de energia elétrica que os londrinos.
Ou seja: ao “curar†um edifÃcio doente, você ainda pode economizar na sua conta de luz. Um dos tratamentos mais acessÃveis é distribuir janelas por todos os lados da casa e do escritório. “Forros côncavos e dutos de luzâ€, segundo o pessoal da FAU, são algumas soluções. E as clarabóias. Que belo nome tem algo tão especÃfico. CLA-RA-BÓ-IA. Aqueles buracos no teto e nas paredes que, em geral, têm vidro e estão em locais sem janela. Sim, e o tipo de janelas também é muito importante. Aquelas em que metade está sempre fechada (de correr, em geral de alumÃnio ou algo assim) são péssimas para um prédio adoentado. Pééééssimas.
Outra boa opção, embora mais cara, é instalar placas de energia solar, que acumulam a energia nos dias de sol e depois a transforma em energia elétrica. Há alguns anos, na época do apagão, fiz uma boa pesquisa na cidade e descobri que são mais baratas e fáceis de encontrar do que se pode imaginar. Logo Urblog traz uma cotação bacana – e atual - na linha: “Urblog por uma cidade sustentávelâ€. Por enquanto, São Paulo tem uma “insustentável leveza†metropolitana.
A seguir, clarabóias em locais de trabalho… Os locais de trabalho tÃpicos são mesmo bem doentes. E as pessoas ficam meio verdes depois de um tempo por conta da superexposição à quela luz branca (econômica e feia). Lâmpadas fluorescentes. Esse trecho é homenagem à paulistanÃssima Caroline Minem, que faz campanha contra a luz branca – que deixa as pessoas verdes - nos ambientes de trabalho e descanso. É isso aÃ, Minem, a luta continua!
Quer saber mais sobre arquitetura sustentável? Entra aqui
PS: Para este post, pensei no tÃtulo “Quando o sol baaaater…†inspirado naquela música… Mas, acho que Urblog anda se inspirando demais em musiquinhas das décadas de 80 e 90, né? A leitora Simone Bortolotto gosta. Porque, diz, aprende a cantar a letra certa, que sempre imaginou ser outra. Depois desse comentário dela, a blogueira ficou em dúvida se os trechos de música que viraram tÃtulos aqui são reais ou inventados. Sabem como? A gente ouve a música, nunca leu a letra e acha que o cantor está dizendo uma coisa mas é outra parecida?
Ai, mas não vai dar. Tem outra do Beto Guedes… Sobre janelas… Ai, e outra que a Clçara Nunes Cantava. Clara Nunes, Clarabóia. Foi. TÃtulo de música de novo. Juro que vai ser o único da semana. Prometo.

Sucesso. Troque paredes e quadros (de gosto duvidoso) por janelas, janelas. Muitas:

O tetão estava lá, sem fazer nada, fechado, triste, doente, enfadado… Olha que beleza ficou! Isso sim é vida saudável para tetos e edifÃcios em geral

18 de Novembro de 2008
parabéns
adorei !!!
19 de Novembro de 2008
Gostei da matéria “Raiou, resplandesceu, iluminou…”. Tenho grande paixaão pelos assuntos Captação de Ãgua, Aquecimento Solar, Fontes de Energia.
Gostaria em receber a Relação de Onde comprar Placas de Energia Solar, no Brasil.
Grande Abraço
21 de Novembro de 2008
[…] post a Ju Villas sobre edifÃcios doentes e arquitetura sustentável merece a sua […]
27 de Fevereiro de 2009
muito boa sua matéria sobre edifÃcios doentes. o que você sabe sobre purificadores e esterelizadores de ar? são realmente eficazes?
um abraço!