Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é jornalista. Mas gosta mesmo é de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, morou um ano e meio no Rio de Janeiro e, apesar da agradável maresia, sofria de saudade do doce ar da paulicéia. Jamais se recusa a conhecer lugares novos e/ou inusitados, seja para comer, dançar, transar ou fazer qualquer coisa. Como pega amizade fácil em elevadores, metrôs, trens e até no ponto de ônibus, é uma espécie de garimpeira urbana das histórias cotidianas da metrópole.



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  • 17 de Novembro de 2008

    Raiou, resplandesceu, iluminou…

    Sim, além de pessoas depressivas, São Paulo está infestado de edifícios doentes. São, basicamente, prédios que não recebem luz natural. Ou recebem muito pouca.

    Um estudo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da (FAU) “aponta que 30% a 40% da energia elétrica consumida pelos edifícios comerciais da cidade são para geração de luz artificial, enquanto nas capitais da Europa não ultrapassam 14%”. Enquanto o “iluminado” céu de Londres emite 7.000 lux, o céu nublado – NUBLADO, como hoje - de São Paulo emite mais de 14.000 lux, sendo que os paulistanos consomem (pagam) mais que o dobro de energia elétrica que os londrinos.

    Ou seja: ao “curar” um edifício doente, você ainda pode economizar na sua conta de luz. Um dos tratamentos mais acessíveis é distribuir janelas por todos os lados da casa e do escritório. “Forros côncavos e dutos de luz”, segundo o pessoal da FAU, são algumas soluções. E as clarabóias. Que belo nome tem algo tão específico. CLA-RA-BÓ-IA. Aqueles buracos no teto e nas paredes que, em geral, têm vidro e estão em locais sem janela. Sim, e o tipo de janelas também é muito importante. Aquelas em que metade está sempre fechada (de correr, em geral de alumínio ou algo assim) são péssimas para um prédio adoentado. Pééééssimas.

    Outra boa opção, embora mais cara, é instalar placas de energia solar, que acumulam a energia nos dias de sol e depois a transforma em energia elétrica. Há alguns anos, na época do apagão, fiz uma boa pesquisa na cidade e descobri que são mais baratas e fáceis de encontrar do que se pode imaginar. Logo Urblog traz uma cotação bacana – e atual - na linha: “Urblog por uma cidade sustentável”. Por enquanto, São Paulo tem uma “insustentável leveza” metropolitana.

    A seguir, clarabóias em locais de trabalho… Os locais de trabalho típicos são mesmo bem doentes. E as pessoas ficam meio verdes depois de um tempo por conta da superexposição àquela luz branca (econômica e feia). Lâmpadas fluorescentes. Esse trecho é homenagem à paulistaníssima Caroline Minem, que faz campanha contra a luz branca – que deixa as pessoas verdes - nos ambientes de trabalho e descanso. É isso aí, Minem, a luta continua!

    Quer saber mais sobre arquitetura sustentável? Entra aqui

    PS: Para este post, pensei no título “Quando o sol baaaater…” inspirado naquela música… Mas, acho que Urblog anda se inspirando demais em musiquinhas das décadas de 80 e 90, né? A leitora Simone Bortolotto gosta. Porque, diz, aprende a cantar a letra certa, que sempre imaginou ser outra. Depois desse comentário dela, a blogueira ficou em dúvida se os trechos de música que viraram títulos aqui são reais ou inventados. Sabem como? A gente ouve a música, nunca leu a letra e acha que o cantor está dizendo uma coisa mas é outra parecida?
    Ai, mas não vai dar. Tem outra do Beto Guedes… Sobre janelas… Ai, e outra que a Clçara Nunes Cantava. Clara Nunes, Clarabóia. Foi. Título de música de novo. Juro que vai ser o único da semana. Prometo.


    Sucesso. Troque paredes e quadros (de gosto duvidoso) por janelas, janelas. Muitas:


    O tetão estava lá, sem fazer nada, fechado, triste, doente, enfadado… Olha que beleza ficou! Isso sim é vida saudável para tetos e edifícios em geral

    •   





    comentários dos leitores (3)

    1. raquel

      18 de Novembro de 2008

      parabéns
      adorei !!!

    2.  
    3. Getulio

      19 de Novembro de 2008

      Gostei da matéria “Raiou, resplandesceu, iluminou…”. Tenho grande paixaão pelos assuntos Captação de Água, Aquecimento Solar, Fontes de Energia.

      Gostaria em receber a Relação de Onde comprar Placas de Energia Solar, no Brasil.

      Grande Abraço

    4.  
    5. Achados na web 29 » Ladybug Brasil - Sobrevôos, descobertas, achados.

      21 de Novembro de 2008

      […] post a Ju Villas sobre edifícios doentes e arquitetura sustentável merece a sua […]

    6.  
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