Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é jornalista. Mas gosta mesmo é de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, morou um ano e meio no Rio de Janeiro e, apesar da agradável maresia, sofria de saudade do doce ar da paulicéia. Jamais se recusa a conhecer lugares novos e/ou inusitados, seja para comer, dançar, transar ou fazer qualquer coisa. Como pega amizade fácil em elevadores, metrôs, trens e até no ponto de ônibus, é uma espécie de garimpeira urbana das histórias cotidianas da metrópole.



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  • 18 de Novembro de 2008

    Onde Sampa é mais Paris

    Há vários lugares em que é fácil ver a São Paulo desenvolvida, como se inserida no chamado primeiro mundo. Um deles é a Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Ali, a Paulicéia chega ao ponto máximo do charme cosmopolita letrado. No café, pessoas de todos os tipos e tribos parecem figurantes de um filme francês. E fazem fila para prestigiar o autor de um novo lançamento. Aliás, a livraria Cultura - todas as noites - e o Itaú Cultural – às segundas – são excelentes locais paera quem tem tempo livre e procura uma boa boca-livre. Além de saborear uma agradável leitura – é só fingir que vai comprar e está escolhendo, claro – qualquer um pode bebericar vinho, prosecco e uísque (hoje, no lançamento de um livro de Direito, tinha) e saborear alguns petiscos de modo despretensioso. Basta fazer um ar blasé e fingir interesse pela nova obra, folheando, entrando e saindo da fila de autógrafos…

    Na noite de lançamento de um livro sobre Direito do Trabalho, o café lotou de engravatados, meninas com cara de estagiárias de Direito, mulheres com jeitão de funcionárias públicas de fórum e senhores com pinta de juízes e desembargadores. Uma senhora tenta puxar conversa com a blogueira. E logo informa que, ali, bem à nossa direita, todo compenetrado, está o juiz taltaltal (com jeito empolado, como se ele fosse bem importante – e deve ser).

    E nos demais espaços da grande loja cultural, jovens, crianças e descolados lêem, sentados nos pufs, como se não houvesse amanhã. Ou como se a cidade nem fosse tão apressada quanto dizem por aí. É que São Paulo, às vezes, tem cara de Paris.

    …Outras vezes de Tókio, Dubai, Bagladesh, Miami…

    •   





    comentários dos leitores (1)

    1. Roberto Sena

      19 de Novembro de 2008

      Olá Juliana, tudo bem contigo? Poxa, gostei muito do artigo, como muitos outros que você publica por aqui. Sampa é muito bom, e esse pedacinho da metrópole, que é a Livraria Cultura, também está na minha listinha de lugares favoritos! Um abraço!

    2.  
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