Ostras, vinhos e blablabla
Elas odeiam Moema e ainda não confiam na Vila OlÃmpia. Nem no Itaim. A única “cidade†ideal da capital paulista se chama Jardins. Alto Jardins, Baixo Jardins, todo o Jardins. São as Garden Girls. E a idéia é exatamente essa que o nome sugere: três mulheres, três personalidades, três silhuetas um só estilo de vida: o estilo Jardins. Para Ale Farah, Ana Lucia Zambon e Claudia Tannous, 30 e poucos anos, Jardins é muito mais que uma região da cidade. É uma filosofia de vida.
A Channel está na bolsa da Ale e nos óculos da Ana. A Pelu, no vestido da Ale. Looks de grifes criadas por meninas tão “gardens†quanto o trio, como Lilly Sarti e Pelu, não podem faltar no guarda-roupas da versão contemporânea e desarmada das Panteras. Ou closet. Todas viveram fora do Brasil durante um tempo. E isso garante o (quase) inacessÃvel passaporte para o Planeta Gardens. Ale, em Nova Iorque. Claudia, em San Diego, no Hawai e em Nova Iorque. Ana, em Paris e Milão. Das três Meninas Superpoderosas, só Cláudia nasceu na capital. Ale, de Conceição do Rio Verde (“8 mil habitantes e 3 mil eleitoresâ€, dimensiona) e Ana, de OlÃmpia, conservam um leve e charmoso sotaque rural – mais notável nos Rs -, misturado ao jeitão tipicamente paulistano de falar. E o melhor dos Jardins, para elas, é exatamente o ar provinciano, onde todos se conhecem e qualquer caminho essencial é “walking distance†– sim, elas dirigem e têm carro, mas gostam mais de andar a pé. E o atendimento dos Jardins é o principal diferencial. “Onde mais se pode comer ostras e tomar vinho no sábado à tarde? No Lê Vin. Aliás, a gente ama o Lê Vin. Pode anotarâ€. A blogueira desgustou ostras e vinho com elas no Lê Vin. Em pouco mais de uma hora, quatro garden peoples tÃpicos passarem e pararam, conversaram, ficaram. Só faltaram dizer: “Tarrrrrdeâ€.
As Gardens amam não só o Le Vin, mas também o Emiliano, Fasano e o Baretto (bar do Hotel Fasano, onde cumprimentam efusivamente garçons, concierges e funcionários)… E adoram dinheiro também. “A força da grana que ergue e destrói coisas belasâ€. E – que bom! - não têm vergonha disso. Nem culpa (que é tão comum entre os herdeiros da alta sociedade paulistana que não gostam de admitir nem que consomem uÃsque de R$ 100 a garrafa, como isso fosse uma fortuna!). Comer, beber, viajar e se vestir bem. Amam. Bem sucedidas profissionalmente – trabalham com comunicação, publicidade, arte e moda – elas criaram, despretensiosamente, um programa de entrevistas que vai ao ar na web. O Garden Girls (confira aqui), claro! Os convidados? Só Gardens, claro. Os temas? Gardens, claro. Consumo nos Jardins, moda nos Jardins, lugares mais legais dos Jardins, bussiness, estilo de vida. Nos Jardins. “Os entrevistados são sempre ‘gardens’; se não moram aqui, trabalham ou estão, de algum modo, envolvidos com a regiãoâ€, explica Claudia, a única casada, “lÃder†do trio, empreendedora/negociante nata, de vestido estampado, cabelos claros e presos.
http://www.filmefashion.com.br/site08/.
Em mais de 40 episódios - semanais, gravados sempre à s quintas à s 21h00 no lobby do Hotel Fasano -, as GGs já entrevistaram 35 personalidades. Num tom informal e descontraÃdo de papo entre amigos, arrancam revelações bombásticas e comentários excelentes dos convidados. Glória Kalil, Natalie Klein, Isabela Capeto, Beto Lago e muitos outros já tomaram vinho branco e racharam o bico nas poltronas das GGs…
“A gente não tem acesso. Nós SOMOS o acesso. Nunca fomos nem seremos barradas em lugar nenhum do mundoâ€, explica Ana, cabelos pretos e lisos, de jeans e blusa esvoaçante estampada de preto e branco, além de sandália alta prata. A única que quase não bebe, a única que vai à missa TODOS os domingos à s 11h00 (“na Igreja N. Sra. Da Assunçãoâ€; no Jardins, claro) e a única que clama pela volta dos bingos. “Domingo à noite? Eu amava ir ao Bingo Augusta. Sinto falta mesmoâ€, protesta.
“Para resumir? A gente é o que todo mundo quer ser. E essa região é maravilhosa, bem melhor do que Ipanema e Leblon. Lá existe charme também, claro. Mas… de biquini? Aqui tem elegância, dinheiro, tem consumoâ€, lança Ale Farah, a mais alta (beeeem alta), vestidinho preto, bota camurça bege cano médio, unhas vermelhas, solteira, a mais despachada.
“Mas o melhor de tudo é que a gente não se leva a sério. A gente se diverte fazendo o programa, com o qual a gente não ganha dinheiro. É um hobbyâ€, dizem todas, ao mesmo tempo (ou não).
Urblog acompanhou os bastidores de Gardens Girls ontem à noite, quando as meninas conversaram com garden boy Marcelo Sebá. Sebá de Sebastião. Carioca do subúrbio, capricorniano, talentoso e sem papas na lÃngua. Mora na Consolação, bem perto da rua Oscar Freire, o coração da cidade mais empolada da cidade…
Antes de começar o programa, todos comentam sobre o incômodo calor brasileiro
Valendo… Começa mais uma edição de Garden Girls
E o programa vai chegando ao fim, depois de uma hora e pouco de papo..
Ah, sim, hoje é dia da consciência negra.

21 de Novembro de 2008
Mandou muito, muito bem como sempre! Mara, convenhamosssssss.
beijo
fernando
23 de Novembro de 2008
Awesome site, I am going to read more of your posts soon.
24 de Novembro de 2008
Juliana,
Você sempre super eclética mostrando tudo que Sao Paulo tem.
Adoro realmente seu blog, ja nao posso dizer o mesmo sobre o sujeito tratado.
Continue assim