Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é repórter. Do tipo que gosta de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, já morou em vários becos da cidade: Santana, Tremembé, Jaçanã, Tatuapé, Paraíso, Água Branca, Aclimação, Paulista e Bela Vista. É uma espécie de garimpeira urbana de "causos", com ou sem finais felizes.



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  • SP-Paris


  • 24 de Novembro de 2008

    E a Barra… Afunda

    Ah, São Paulo é mesmo de uma diversidade ímpar. Poucos dias depois de viver um “dia de princesa” com as Garden Girls, nos Jardins, a saborear ostras, bebericar bons vinhos e ver a chuva das janelas envidraçadas do Hotel Fasano, a blogueira vive um “dia de pobreza” com direito a leptospirose e afins na Barra Funda.

    Literalmente ilhada num restaurante oriental, a blogueira fez plantĂŁo debaixo do toldo e
    gravou cada momento das tempestade que alagou alguns pontos da cidade da garoa. Para nossa surpresa, melhor sorte não teve o presidente da ONG Nova Barra Funda, fundada há um ano. Dr. Antonio Carlos Rivelli também falou que a Barra Funda é um dos bairros da capital que tem das maiores populações de ratos e outras pragas. Sabiam? Ai, que aprazível! “O bairro está no mesmo nível do Rio Tietê. Quando o leito sobre muito, a sujeira vem para cá e os ratos ficam por aqui mesmo depois. À noite, aqui, a gente encontra cada ratazana nas calçadas. Nossa!”
    Nooooooooooossa, Doutor!

    E o Urblog lança já uma campanha sĂ©ria (que se faz mister): Todo cidadĂŁo morador da ENSOPAulicĂ©ia deve ter direito a receber do governo municipal um kit com: 01 par de bĂłias de braço, 01 canoa, 01 par de galochas de borracha de boa qualidade, 01 bote inflável. E – por que nĂŁo? – um colchĂŁo inflável desses verdes fluorescentes que o pessoal usa nas piscinas para ficar deitado degustando um drink e curtindo o sol sem se molhar demais… Aaaaaah, que aprazĂ­vel!

    Ela chegou de mansinho, começou leve…

    Dali a pouco, apertou…

    Um cidadĂŁo escapa. Seco e com vida

    O nível da água começa a subir e as pessoas se viram como podem, sem barcos, canoas ou botes infláveis.

    Alguns, mais prevenidos, usam belas galochas.

    E quando o lixo navega sozinho, Ă© sinal de a cidade parou

    E não é que o presidente da ONG Nova “Barra Afunda” também ficou ilhado? Confira:

    A moça bem que tentou, mas nĂŁo conseguiu sair seca dessa. Ao ver a coragem da transeunte, o advogado presidente da ONG tambĂ©m se anima…

    E como nenhum desgraceira aguaceiro dura para sempre, as pessoas começam a se animar. E a vida na Sampalagada (quase) volta ao normal.

    •   





    comentários dos leitores (2)

    1. Pauli

      25 de Novembro de 2008

      sensacional matéria-realidade com o querido Bajo Fondo paulista.
      Pergunta: o FĂłrum fica bem ali, do ladinho. Como os engravatados da lei aguentam este problema? DE carro, uai.
      Os engravatados de Hamelim….
      O blog está demais!Parabéns

    2.  
    3. Ju Vilas

      3 de Dezembro de 2008

      Enforcam os ratos com as gravatas

    4.  
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