Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é repórter. Do tipo que gosta de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, já morou em vários becos da cidade: Santana, Tremembé, Jaçanã, Tatuapé, Paraíso, Água Branca, Aclimação, Paulista e Bela Vista. É uma espécie de garimpeira urbana de "causos", com ou sem finais felizes.



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  • 25 de Novembro de 2008

    E a Esfinge?

    Acho que entendi porque as Garden Girls não confiam no Itaim. Urblog recebeu hoje e-mail de uma moradora narrando um fato bem desagradável que ela protagonizou num bar do bairro. Vivian foi mal tratada, deixou sua carteira de motorista (a habilitação; cariocas dizem que só os paulistas chama aquilo de carteira). Enfim, reproduzo aqui o desabafo der uma nobre moradora da Paulicéia. O que Urblog tem a ver com isso? Nada. Não, tudo o que diz respeito à cidade interessa, não é? Então a blogueira se joga e imita na cara dura aqueles espaços dos guias semanais em que os leitores reclamam do (mal) atendimento dos locais da cidade. Tá? Se quiser se queixar, xingar, reclamar ou elogiar (oras, por que não?), manda também.

    Na íntegra, por Vivian Najar:

    “Estive no bar Bellini, à Rua Lopes Neto, 155, no bairro do Itaim (São Paulo – SP), na última quarta-feira, dia 19/11/2008, para a comemoração de um aniversário. Ao entrar no bar, nenhum documento me foi solicitado e, apenas quando chamei o garçom para fazer um pedido, fui informada que deveria retirar uma comanda no caixa. Para a retirada desta comanda, o bar exige que o cliente deixe seu documento sob posse do estabelecimento (uma prática ilegal) e a condição de uma consumação mínima no valor de R$ 30,00 (trinta reais), o que vai contra o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor – CDC. Ciente destas condições ilegais do estabelecimento, porém submissa a tais regras abusivas, entreguei minha carteira de habilitação em troca de uma comanda para poder consumir algo no local.

    Ao ir embora, solicitei para o garçom fechar minha conta, entreguei a comanda ele, que me trouxe a conta na mesa, e paguei a quantia de R$ 33,00 (tinta e três reais) em dinheiro, referente à consumação mínima mais 10% (dez por cento) de serviço – taxa cobrada porém não obrigatória – sendo que o valor que consumi foi inferior à consumação mínima exigida. Como o pagamento foi efetuado em dinheiro, não recebi nenhum comprovante de pagamento, e o garçom não me entregou meu documento de volta. Fui embora e notei que estava sem minha carteira de habilitação apenas no sábado, dia 22/11.

    Entrei em contato com o bar a fim de saber se meu documento estava lá e a pessoa que atendeu ao telefone me informou que o documento estava sob posse do bar e, para reavê-lo, deveria efetuar o pagamento no valor de R$ 33,00, que o bar acusa que eu não havia feito, além de afirmarem terem entrado em contato telefônico comigo para avisar sobre o documento, porém o número que disseram ter sido contatado não é meu.

    Ao entrar em contato telefônico novamente no domingo, me informaram um novo valor a ser pago (cerca de R$ 70,00) para que minha carteira de motorista seja devolvida.

    Além de ter pago a minha conta sob as condições completamente ilegais impostas pelo bar, meu documento está retido, o que me causa sérios transtornos por não poder dirigir, já que estou sem minha habilitação.

    Espero ter este problema solucionado o mais breve possível e já estou providenciando que meu documento seja reavido através de uma advogada, caso os responsáveis pelo bar Bellini não resolvam ser honestos.

    Atenciosamente,
    Vivian Najjarâ€

    Oooooooooo Bellini, se liga, mané! Desse jeito o Itaim jamais terá a envergadura dos Jardins (ahahahaha!). Esse tipo de atendimento bem loco com cara de golpe deprecia o bar, o bairro e, claro, a cidade…

    •   





    comentários dos leitores (3)

    1. Lu

      26 de Novembro de 2008

      Deus nos livre, UAI! Se essa moda pega, vira Nazismo puro. Que lugar é esse, procurado pelas pessoas para a diversão e o lazer, mas que as trata sob chicotinho?! P.S.: Aqui em Minas também chamamos de carteira de motorista. Beijos!

    2.  
    3. Ju Vilas

      3 de Dezembro de 2008

      Meeeeeeeedo. Vou ligar para o gerente de novo. Ele nunca atende…beijos

    4.  
    5. Meris

      20 de Dezembro de 2008

      Só otário para dar um documento á toa. bem feito.

      Chamasse a polícia!

    6.  
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