Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é repórter. Do tipo que gosta de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, já morou em vários becos da cidade: Santana, Tremembé, Jaçanã, Tatuapé, Paraíso, Água Branca, Aclimação, Paulista e Bela Vista. É uma espécie de garimpeira urbana de "causos", com ou sem finais felizes.



  • Vida Pechincha
  • Sampa meu Lugar
  • SP-Paris


  • 27 de Fevereiro de 2009

    Mentiras e verdades com gosto de fel

    Se morar nas ruas já não é fácil, imagine ser um cadeirante morador de rua. É o caso de Daniel Porfírio, espécie de Joe Gould tupiniquim - acidentado. Daniel tem quatro filhos, cinco netos e um bisneto. Já teve casa própria, carro e emprego fixo. Vida típica de classe média em São Paulo. Até que, conta ele, a sorte mudou. Na avenida Prestes Maia, um rapaz o atropelou. “Quando cheguei em casa, todo estrupiado, meu filho não quis me ajudar a me trocar, tirar as fraldas, mano. Aí eu fui embora, sozinho. Quer dizer, com Deus, pras ruasâ€, lembra. Daniel jura de pé junto que não sente raiva da família que o rejeitou. No entanto confessa, depois, que prefere continuar sumido. “Eles querem saber onde estou, mas eu não quero que eles saibam. Só minha filha, a terceira, sabe e vem aqui, me ajuda. Mas não conta para eles onde me viuâ€, explica, meio confuso, ao confessar que, na verdade, a tal filha não mora na rua com ele. Ela trabalha na LBV, perto de onde ele vive, e passa para ver o pai sempre, dá um dinheiro. No começo da entrevista, entretanto, Daniel diz que a filha mora com ele debaixo do viaduto Pacaembú. Só depois admite a verdade. Bem Gould mesmo. Mente, se desmente. Mas quem quer coerência aqui? Urblog não faz muita questão.

    Daniel faz cursos gratuitos da prefeitura. E garante que aprendeu a navegar na internet, sobretudo para encontrar músicas setanejas, as preferidas.

    Nas ruas, encontrou uma nova família: Manoel, os dois filhos pequenos e a mulher Sarah. Com eles, recolhe e vende papelão, tenta fazer arte (sim, Daniel garante que é um artesão de mão cheia e, vira-e-mexe, mostra as mãos calejadas) e se vira como pode.



    26 de Fevereiro de 2009

    Viral de hortifruti?

    São vegetarianos, defendem a causa com fervor e, às vezes, curtem rock. Ou reggasem no caso dos fiéis seguidores de Bob. Agora, começam a pegar em armas. Ou melhor, em sprays. O vegan não suporta que os animais sofram para que os humanos se empapucem de carne sangrenta. Defendem essa ideologia de modo nervoso. Urblog procura os pichadores vegans que deixaram mensagens diretas de incentivo ao modo de vida vegetariano na Vergueiro. Será que os lácteos também são proibidos para eles? Não perca, em breve, aqui.



    Tudo bem, Urblog não foi ao sambódromo do Anhembi, mas ficou na Paulicéia o feriado todo neste Carnaval. E constatou: Folia folia de verdade, só na televisão, no Rio, na Bahia, em Minas…

    NOITE DE SEXTA: o êxodo. Na linha azul do Metrô, em que está a rodoviária do Tietê, muita animação e um desfile multicolorido. De mochilas e bolsas de viagem.

    NOITE DE SÃBADO: numa lanchonete/bar na Avenida Paulista, bem no prédio do conjunto nacional, os foliões paulistanos curtiam música ao vivo, enquanto tomavam chopp e petiscavam frango à passarinho. Nada de samba, nem sinal de carnaval. Parecia, assim, um happy hour bem típico da Paulicéia. É…

    Diante da animação da sexta e do sábado de carnaval, Urblog achou melhor não se repetir, mostrando a cidade completamente vazia no domingo e na segunda… Só foi bom porque os consgestionamentos parecem ter ido viajar também…

    TERÇA: O retorno. Quem saiu de mochila na sexta, volta na terça. Na linha verde do metrô, todo mundo voltava para casa, para curtir a quarta-feira de cinzas no escritório.



    19 de Fevereiro de 2009

    Para o alto…E avante!

    Urblog lança a série “Olhe para cimaâ€, descaradamente inspirada em Woody Allen e na reportagem de capa da edição 4 da revista Época São Paulo. Ueeeeeeepa.

    [Em tempo: Allen disse (ou dizem que ele disse), certa vez, que a melhor forma de conhecer Nova Iorque era deitado numa maca.]

    Se você não estiver lá, mas aqui em São Paulo mesmo, e puder deitar-se numa maca e pedir para alguém empurrar você por aí, faça isso. Não vai se arrepender. E se não tiver maca, pare e olhe para cima que já está ótimo. E quando achar algo interessante, faz uma foto e manda para julianavilas@gmail.com que a gente publica no Urblog, ok?

    by Inahiá Castro
    O João de barro, espertão, fez a casa num poste próximo ao centro. Certamente para não pegar muito trânsito todos os dias indo e vindo do trabalho. Sugestão de colega e leitora Inahiá Castro.

    by Urblog
    MAIS DO MESMO: a imagem clássica da torre do Banespa com o tradicinal edifício Matinelli.

    by Urblog
    ESPANTALHO urbano no telhado do seu Marino, que faz vários tipos de brinquedos e instalações com material reciclável. Como este.

    by Urblog
    A SUA MACA TEM que passar por essa rua, a São Bento. De qualquer jeito

    by Urblog

    TÃ, TÃ, TÃ: eu sei que é por causa da poluição, mas que esse céu vermelhão é bonito, isso é, vai?

    by Urblog

    TCHAU, QUERIDO: vai que vai, em paz, porque hoje eu suei demais.



    Orlando ia em direção ao centro, dirigindo sua Variant pela Avenida Norma Pierucci Gianotti, quando um Uno prateado parou ao lado, no farol. Do carro, dois elementos armados anunciaram o assalto. Sem pensar, Orlando acelerou e saiu, entrou à direita, direita de novo, veio queimando o chão, at[é tentou frear, mas não conseguiu e encontrou uma encruzilhada. Um ônibus passou, não consegui frear também e jogou a Variant do Orlando longe. O carro entrou, com a traseira no bar e destruiu a fachada da casa. E Urblogo chegou ao local, menos de 15 minutos depois. Confira nos vídeos


    O ESTRAGO

    O DONO DO BAR ficou passado. E o dono da casa semi-detruída chega ainda mais atormentado. Pede uma água, passa a mão na cabeça e agradece por não ter acontecido nada com a filha, que chegava da escola no mesmo momento do acidente. “me ligaram, falaram em acidente e eu pensei que era com ela, fiquei desesperado.Ainda bem que não era com elaâ€. Ufa!

    ORLANDO, autônomo, não tem seguro nem da Variant nem contra terceiros. Só sabe que foi perseguido e saiu correndo. Mas nem se machucou. Ainda bem. Agora, a Variant dele não perece muito atraente para assaltantes. Será que esconde alguma coisa? Será que há algum mistério no ar?

    CURIOSOS e testemunhas em geral sempre oferecem versões cheias de detalhes sobre fatos que causam furor. Já notou que a pressa do paulistano desaparece quando ele vê algum bafafá ou acidente no meio da rua?

    CRIANÇAS, elas sempre sabem de tudo e um pouco mais quando testemunham um fato. Mostram a marca da freada no asfalto. Sim, o dono da casa acusa Orlando de estar em altíssima velocidade. As crianças garantem: tinha um Uno perseguindo a Variant, sim. E o persrguido tentou frear, mas não deu tempo, mas o busão passou e levou. Quando desligo a câmera, as crianças me contam, secretamente: “eu vi uma mala estranha no chão do carro, vai ver que era isso que os caras queriam. Está lá, vai ver!†Ahhhh, crianças… Que astúcia! Porque ser humano só fica idiota depois que cresce? Alguém sabe?



    17 de Fevereiro de 2009

    A crise e a escola das ruas

    Não teve jeito. Logo na primeira pergunta, ele mandou: não liga isso aí não, hein? Não quero fotos nem filmagem. Só preciso saber como a crise afetou seu trabalho, pedi, humildemente, imaginando que meu interlocutor era foragido ou algo assim. E agora ganhava a vida, sem vínculos empregatícios, no ramo de “reciclagemâ€.

    Diante do OK ele, então, desembestou a falar. No ano passado, o quilo do papelão custava de R$ 0,22 e R$ 0,25. Quando chegou novembro, o preço já caiu. Foi para R$ 0,15, depois R$ 0,10 e chegou a R$ 0,08, valor atual. Pior mesmo foi o quilo do cobre, que já custou até R$ 12. Hoje, ninguém vende por mais de R$ 5.
    Paulo tem a pele negra, dentes perfeitos e alinhados, olhar sagaz, cara de boa gente. Não tem bafo de bebida alcóolica. Falou demoradamente sobre a especulação no mercado de recicláveis – alguns compradores pagam mais, outros menos. Em tempos de crise, é preciso fazer cotação. No carrinho, levava cerca de 40 quilos de papelão. No ano passado, poderia levar até uns R$ 10 com tal quantidade. Hoje, não consegue vender aquilo tudo por mais de R$ 3,50.
    - Já estou parando hoje, pego só o que vejo no caminho, avisou.
    Passava das 8 da noite no viaduto do Chá. O centro velho começava a sossegar.
    [Quando tirou o boné da cabeça. libera um sorriso mais largo, fica mais à vontade, o que me fez pensar que, finalmente, resolveu posar para fotos. Nada. Disse que não estava bem vestido o suficiente.
    - Mas sabe que já tivemos várias crises como essa de agora aqui no Brasil, né? Isso não é novidade não. Estou descobrindo tudo nuns livros que encontro por aí. No fundo do carrinho, levo uns 12, os mais importantes. Nos livros, descubro um monte de coisa nova, garante.
    - E você encontra muitos livros, gosta e guarda, é isso?
    - É, guardo no carrinho, às vezes paro de dia e estudo algumas partes
    - E você carrega os livros todos os dias?
    - É, carrego… diz, timidamente, num tom que denuncia: não tem outro lugar para guardar, provavelmente mora nas ruas ou nalgum albergue. Insinua isso, mas não diz…
    - E faz tempo que você lê?
    - Para falar a verdade, comecei há pouco tempo a ler mais, embora encontre livros nas ruas há anos. Não vou mentir para você: estudei até a quinta série, mas esses livros tem assuntos de sexta, sétima série. Eu parei de estudar na quinta e fiquei sem saber o que aconteceu depois. Agora estou recuperando esse tempo perdido nos livros. E visto descubro o que aconteceu depois que eu parei
    - Que ótimo, excelente…
    - A gente precisa saber, o mundo da gente se abre com os livros. Antes meu mundo era limitado até a quinta série, mas isso está mudando.
    - Então posso gravar um vídeo seu dizendo só isso?
    - Não, estou mal vestido. Gosto de usar camisa até aqui (aponta para os punhos), de listras bem finas
    - Sei, gosta de andar nos panos, né? Mas e aparecer só o seu rosto?
    - Não, não…
    - OK
    Ele foi indo, Urblog roubou uma imagem de costas. Ou melhor, do carrinho dele,


    O MUNDO se abre e se fecha, se abre…E vai



    16 de Fevereiro de 2009

    Keno só vai na curimba

    Keno só vai na curimba, Keno só quer curimbar… “Seu Keno†já foi enfermeiro, mas hoje é só ogã - tocador de atabaque em terreiro de Umbanda e Candomblé. Desde 1971, quando foi raspado (espécie de ritual de bastismo) no camdomblé, ele toca e canta em centros espíritas afro-brasileiros. Todo santo dia, é convocado para puxar pontos e toques numa casa diferente, cinco por semana, em média. Praticamente, só vive disso - e para isso. Pela experiência adquirida no trato com atabaques, terreiros e pais-de-santo de todos os tipos, sabe cantar e tocar qualquer ponto (músicas que evocam entidades e homenageiam Orixás). Das linhas Ketu e Angola. “Os pontos de Jeje são muito difíceis de cantar e tocar, poucos sabem direitoâ€, diz ele.

    [Em tempo: dos vários grupos de escravos negros que vieram para o Brasil, três categorias (ou nações) se destacaram: yorubás (ou Nação Ketu), bantos (ou Nação Angola) e fons (ou Nação Jeje). Cada uma dessas trouxe dialetos e ritais próprios e completamente diferentes entre si. Os deuses adorados, no entanto, são os mesmos. Aqui no Brasil, o ritual africano se espalhou e se misturou com os ritos indígenas e europeus. As duas vertentes mais conhecidas são a Umbanda - mais sincrética das religiões afro e muito comum no Rio, em São Paulo e em Minas - e no Camdomblé, mais fiel cultos originais e bem comum na Bahia].

    Urblog visitou um dos centros em que Seu Keno atua, na capital paulista. No terreiro de Umbanda, ele comanda os atabaques com maestria e conta com a ajuda de ogãs mais jovens. Como conhece e puxa canções em português, geralmente cantadas na Umbanda, e em yorubá, os mais tradicionais, comuns em festas de Camdomblé, é uma espécie de maestro da orquestra ritual. No vídeo a seguir, gravado com a luz do ambiente interno do terreiro (quase nenhuma), Seu Keno está no meio, de colete.

    “Ogã tem que ficar do começo ao fim da gira. Não pode chegar mais tarde nem sair mais cedo. Já cheguei a ficar 12 horas tocando num terreiro de camdomblé. E sem pararâ€, lembra. A seguir, ele entoa um ponto tradicional em homenagem ao Orixá Oxóssi.

    Seu Keno aprendeu fazendo. E observando os mais velhos. Agora queixa-se um pouco dos tempos modernos. E das novas gerações, que não se interessam pela tradição. Assim como quase tudo na mitologia afro-brasileira, o conhecimento musical dos ogãs é ensinado de um para o outro. Embora já existam cursos, livros e até DVDs sobre o tema, a tradição oral é a melhor forma de preservar a cultura, que tem variações entre os terreiros, comandados por diferentes pais e mães de santo. Com tantos anos de devoção disciplinada no currículo, é possível imaginar que Seu Keno está protegido de todo e qualquer mal. Não é bem assim. Tem saúde de sobra, mas não existe salário ou qualquer tipo de pagamento pelo trabalho de maestro ritual. Por isso, aceita de bom grado a ajuda financeira voluntária que recebe dos filhos e pais de santo dos terreiros para os quais presta tão fundamental serviço.

    “Não posso reclamar de nada. Mas seguir a missão espiritual não garante uma vida fácil e sem problemas. Não é esse o objetivo. De um jeito ou de outro, tem que ter fé, disciplina, gostar de tudo isso e fazer de coração, jamais por obrigaçãoâ€, filosofa.



    12 de Fevereiro de 2009

    A insustentável leveza dos gigantes

    Em 2004 foi o São Vito. Agora, o irmão-vizinho. O edifício Mercúrio também foi desocupado. A “limpeza†do prédio, feita pela Polícia Militar, começou ontem e terminou hoje. Agora, os dois prédios serão demolidos. Juntos, os dois gigantes já abrigaram quase 800 famílias. No local, a Prefeitura vai construir uma praça, uma singela praça-parque. A ideia é parte do projeto de reurbanização do centro de São Paulo.

    Os moradores do Mercúrio já sabiam que isso ia acontecer. Pelo menos desde o ano passado. Mas nem por isso as 70 famílias que foram despejadas ontem e hoje saíram felizes do prédio, claro. A chance de continuarem morando no centro é mínima, por causa do valor das indenizações pagas pela Prefeitura - de R$ 20 mil a R$32 mil para os proprietários e R$ 2, 4 mil para os inquilinos. O gigante Mercúrio tem vinte e quatro, 144 apartamentos e 52 anos de idade.

    E a reviltalização do Parque Dom Pedro, que deve custar R$ 90 milhões, não para por aí. O Viaduto Diário Popular vai sumir também.

    No caso do Mercúrio, entretanto, o fato de os moradores desalojados não terem para onde ir faz com que a ideia de revitalizar a região ganhe contornos polêmicos. Há quem diga que, por trás da boa intenção da Prefeitura, há um tantinho de “limpeza étnicaâ€, de preconceito contra os moradores que baixa renda que ali estavam. Dos que saíram de lá ontem e hoje, boa parte não tinha a menor ideia do que fazer. Nem sabiam para onde ir.

    Um grupo de moradores tentou negociar com a Secretaria de Habitação a criação de projeto habitacional que contemplasse todo mundo, fala-se até em Bolsa-Aluguel. Mas não teve jeito. Mais de 100 pessoas já se espalharam por aí depois da desocupação. Pelo jeito, essa história ainda vai render… A demolição vai rolar em breve. Fora que, provavelmente, os ex-habitantes que foram para as ruas devem ir morar na praçona a depois.

    by Jim Skea
    Na foto de Jim Skea, os dois gigantes, agora vazios



    10 de Fevereiro de 2009

    Vacas magras

    Oswaldo é daqueles comerciantes por vocação. Já teve bares, já organizou eventos, já abriu, fechou e passou pontos. Há nove meses, comanda praticamente sozinho uma lanchonete na Avenida Cruzeiro do Sul, bem ao lado da estação Carandiru. É a Lanchonete da Juventude, uma alusão ao Parque que já foi um complexo penitenciário e fica bem em frente.

    Seu Oswaldo, que é especialista em vitaminas de frutas e já chegou a vender mais de 30 por dia num bar que tinha em Campinas (SP), sentiu os efeitos da crise econômica no aumento dos preços dos alimentos, frutas e materias primas em geral. Mas, sem repassar os aumentos, encontrou um modo de manter – e aumentar - a freguesia. A margem de lucro caiu, mas as vendas aumentaram. E Oswaldo passou a ganhar na quantidade. Estratégia de quem “entende do riscado†e já comandou comércio, sem falir, em outras crises.

    Como os típicos donos de bares e afins, Seu Oswaldo não deixa seu negócio na mão de ninguém. Abre às 6h30 e fecha por volta das 22h00. Ao longo do tempo, no entanto, ganhou um sério problema de circulação, que o impede de continuar. Por essas e outras, procura um sócio “que tenha o mesmo perfil que euâ€. Se não achar, passa o ponto. Fecha por R$ 80 mil à vista, portas fechadas. A lanchonete fatura cerca de R$ 12 mil por mês e não serve almoço. Se conseguir vender, vai investir em outro negócio, em que não precise ficar tanto tempo de pé.
    “Por que não investe o dinheiro e vive da renda, seu Oswaldo, já que tem casa própria e filhos criados?â€, pergunto
    “Ah, filha, não consigo ficar parado, né?â€, ele rebate
    Empreendedor de verdade está sempre de olho na próxima oportunidade de negócio. Até em tempos de vacas magras.



    09 de Fevereiro de 2009

    Depois do rush

    Passear pela cidade à noite, à pé, observando detalhes que passam batido de dia. E de quem vê São Paulo pelo vidro do carro, do ônibus ou do metrô. Essa é a ideia do “passeio paulistanoâ€, que rola todas as quintas à noite. Os roteiros mudam a cada semana. O grupo, às vezes, explora o centro. Noutras, bairros históricos. Arquitetura e História são os focos do projeto e dos olhares dos andarilhos urbanos que tiveram essa idéia. Não tem nenhuma agência de turismo promovendo o programa, que é uma iniciativa da chamada “sociedade civil organizadaâ€. Quem quiser participar, deve se convidar por e-mail: vera@passeiopaulistano.com

    A seguir, confira o ensaio do fotógrafo Flavio Boht, que acompanhou o grupo numa quinta-feira pelo centrão da capital.