Uma fila gigante, gigante mesmo, tomou conta da Avenida Paulista e desceu pela Augusta sentido centro atééééé… depois da rua Antonio Carlos.
Todos bem jovens, todos fãs da banda Fresno. Uma emissora de rádio FM fez uma promoção bemlouca e convocou os ouvintes para uma tarde de autógrafos com os gaúchos. Resultado: a paulista fechou e não era greve nem manifestação nem protesto nenhum. Era a juventude querendo tomar o poder tirar uma foto com os Ãdolos. Quem olhava de longe não podia adivinhar o que era. Uns diziam que era fila de emos. Urblog investigou. E se os integrantes da banda já disseram que não são emo, os fãs também não são. Tudo bem. Se bobear ninguém é emo mesmo. E se bobear ainda mais esse termo nem existe.
Sob um solzinho gostoso –ainda bem que venta bastante na região – a garotada aguardava ansiosamente o momento de subir (?). Onde? No prédio onde a banda esperava os grupos – de cinco em cinco pessoas. Enquanto isso, o papo rolava animadissimo na calçada. Um convescote bem urbnano. Todo mundo produzido, fazendo fotos uns dos outros e, principalmente, cantando e ouvindo Fresno no fone de ouvido. Via celular, Ipod, radinho de pilha… O hit? Milonga. Eu, muito da velhota e meio Tropicalista, pensei logo em “Tonga da MiRonga do kabuletêâ€, mas é Milonga, com L, igual ao ritmo andaluz, do flamenco. Faz mais sentido mesmo. As meninas amam. E quem não acha a melhor de todas também não desgosta. Dá-lhes Milonga! Uhuuuuuuu!
FILA? É NÓIS! Esta semana, as amigas Gabriela MaurÃcio, 17, e Janine Honorato, de 15, ficaram 11 horas na fila do Playcenter para ver o show do Fresno de um lugar privilegiado….
Lucas Petroni, 17, amigo das meninas, também ficou na outra fila, a do Playcenter. “Valeu a pena. Ficamos bem na frente, no gargarejoâ€.
- E se vocês tivessem que ficar 22 horas de pé sem ir ao banheiro? Ficariam? - perguntei
- Claro, a gente ficaria até dias, uma semana – respondeu Lucas. As amigas concordaram. Fariam qualquer loucura pelo Fresno. “Ficar horas em pé com frio, fome, e sem ir ao banheiroâ€. Nooooooooossa.
FÃS, mas não fanáticas: elas gostam, mas não fariam qualquer coisa pelo Fresno. Jéssica Rodrigues, 16, Karina da Silva, 16, Adriana Marques, 15 e Beatriz Harumi, 16, foram produzidas dar um abracinho nos Ãdolos…
… DA CABEÇA aos pés.
CORES: as mochilas chamavam a atenção, cheia de penduricalhos, broches (véiaaaa) e adesivos
EU FUI! Tainara Santana, 13, e Walan Andrade Freitas, de 15, também foram ao show e ficaram quatro horas na fila. Ok, vai!
A FILA ANDA: de forma semi organizada, os fãs do Fresno aguardavam a chamada ocupando a calçada (quase toda) da Augusta
BALADZZZI vespertina: a parede do metrô serve e de encosto e o papo rola soooolto
VAI, VAI: essa vai para o… Orkut
Ao menos me disse o nome: Rosemary. Aos 40 anos, aparenta 50. Arredia, aparenta insanidade mental. No meio da tarde, ela descansava folgadamente no carrinho de recicláveis que funciona também como uma poltrona ao ar livre. Especialistas e autoridades tentam descobrir se morar na rua enlouquece ou se quem vai para a rua já sofre de alguma doença mental. Como era de se esperar, não é fácil descobrir se Mary fala verdade ou mentira. Diz que não mora na rua não. Tem casa sim. “Só que é lááááá na Jova Rural†(extremo norte da cidade) e como nunca consegue dinheiro da condução para ir e voltar todos os dias para casa, se joga em albergues ou em cafofos de amigos do mundo das ruas. Trabalha com materiais recicláveis. Os três filhos, segundo ela, ficam na cada da vizinha. Mais não disse. E nem foi perguntado. Ela nem estava com cara de bons amigos para forçar amizade. Aparentava ressaca das bravas. Rose, Mary ou Rosemary, quando não volta para casa, faz parte do grupo de pessoas em “situação de ruaâ€, um universo no qual estão de 13 mil a 19 mil pessoas, segundo estimativas. É quase impossÃvel aferir, mas calcula-se que os moradores de rua representem 0,2% da população total da cidade. Como a metrópole tem cerca de 10,5 milhões de habitantes, é um mundão de gente sem teto, nem eira, nem beira.
O portal da Associação Viva o Centro http://www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/270409_a_infonline.htm) traz uma entrevista sobre o tema com Januário Montone, secretário municipal da saúde, que garante: há “24 equipes e ESF (Estratégia Saúde da FamÃlia) voltadas especialmente para assistir esse públicoâ€. Se for o caso, os profissionais encaminham o morador de rua ao CapsAD (Centro de Apoio Psicossocial Ãlcool e Drogas) ou ao Centro de Convivência e Cooperativa (Cecco), Casas de Acolhida, Albergues e afins. Mary garante que, como tem casa, “precisa disso nãoâ€. Então tá…
A mistura de ingenuidade, desespero e medo deixou uma menina de 16 anos sem saÃda. Desorientada e mal amparada, tomou a decisão que parecia melhor. Anos depois, ela paga caro por isso. Com sangue e lágrimas. Sonia Cristina da Cruz, hoje com 37 anos, é uma mulher bonita, casada há 10 anos. Mora em São Miguel e leva uma vida aparentemente normal. Olhando assim, ninguém desconfia do tamanho da traisteza que ela carrega. A história de Sônia emociona e deve ser lida do jeito que ela conta, sem interferências. Sem máscara. Sem maquiagem. Confira a transcrição da entrevista:
“Nasci no interior de Minas Gerais e vim para São Paulo com 10 anos para trabalhar. Aos 16 anos, quando eu trabalhava e morava numa casa de famÃlia, engravidei de um namoradinho. Liguei para minha mãe, contei o que tinha acontecido e avisei que gostaria de voltar a morar com ela. Só que ela não me deixou voltar, sobretudo porque eu estava grávida.
Os meus patrões foram claros: gostavam do meu trabalho mas não me aceitariam com uma criança na casa deles. Por isso, tiveram uma ideia: procurar uma famÃlia para criar meu bebê. Eu aceitei, era muito ingenua, acreditava que eles estavam sempre certos e acatava tudo o que eles diziam.
Não sei se já conheciam a famÃlia, só lembro que uma intermediária chamada Tereza foi lá convesar comigo, mas nunca conheci ninguém além dela. O filho do meu patrão fez tudo, por intermédio da tal Tereza. Eu deixava tudo por conta deles, que me acompanharam no pré-natal e cuidaram de tudo. Durante a gestação, eu chorava e rezava todos os dias para minha mãe me aceitar de volta, eu queria criar minha criança, mas não via outra alternativa, já que não poderia ficar desempregada e sem teto. No dia do parto, lembro de ter ouvido o choro da minha filha. Esse dia não sai da minha cabeça nunca. Assim que nasceu, levaram a criança da sala e não cheguei nem a pegá-la no colo. No dia em que recebi alta, vi uma mulher saindo da maternidade com um bebê no colo. Não cheguei nem a amamentar, nem na hora em que nasceu.
Só ouvi aquele chorinho, de longe… Fecho os meus olhos quando vou dormir e ouço o choro dela, aà lembro dos nove meses de gestação, quando eu sonhava que alguém mudasse de ideia e eu pudesse ficar com minha criança.
Logo depois, viajei para a casa da minha mãe e fiquei um tempo lá, até me recuperar. Quando voltei à casa dos meus patrões, foi terrÃvel, não conseguia mais ficar lá dentro, sentia um vazio, uma sensação péssima. Acabei pedindo demissão porque não conseguia mais ficar lá.
Desempregada, passei por muitas dificuldades e cheguei a morar na rua. E nesses momentos eu pensava que minha filha estaria melhor e em segurança com outra famÃlia. Se estivesse comigo, teria sofrido junto.
Hoje ela tem 20 anos, nasceu no dia 03 de abril de 1989. E eu jamais consegui encontrá-la. Durante todo esse tempo, minha vida tem sido procurar minha filha. Já fiz de tudo, investiguei, perguntei, procurei ajuda especializada e de amigos, fui à casa dos meus ex-patrões, que jamais quiseram me receber e tentei falar com uma vizinha deles que me viu grávida. Ela fugiu do assunto. Já fui à maternidade (Hospital Municipal de Guarulhos – Stella Maris) e lá vi que alteraram minha data de nascimento no prontuário. Na época, eu era menor de idade e consta ali que eu tinha 18 anos.
Sempre a procurei, mas nos últimos 5 anos essa procura se tornou mais intensa. Não quero entrar na vida dessa menina, nem atrapalhar nada. Só quero saber se está bem e vê-la de longe. Isso já seria suficiente para mim. Acho que os pais de criação dela temem que eu peça dinheiro ou entre com processo contra eles. Nada disso, eu nunca iria confundir a menina, só quero que ela seja feliz. Eu só preciso saber, só isso. Não acho justo passar a vida procurando.
Hoje estou casada e consegui reconstruir minha vida, devagar, sempre carregando essa dor. Mas tenho essa lacuna, essa angustia enorme. Isso afeta minha saúde, tenho problemas de útero e já passei por várias cirurgias. Às vezes penso que estou ficando pirada. Ando na rua olhando as meninas de 20 anos para ver se reconheço minha filha nelas. É desesperador.
Nunca engravidei de novo porque acho que não vou conseguir amar tanto uma criança se não receber notÃcias da minha filha e resolver, antes, essa questão.
Sinto muita culpa pode ter deixado isso tudo acontecer. Meu coração sente muito esse remorso. Minha mãe também se arrepende e sofre junto comigo. Precisava ter tido mais coragem na época, deveria ter sido mais firme. Mas só consigo avaliar isso agora.
Como morei na rua durante um tempo e cheguei a ficar sem comer por vários dias, penso que a vida dela pode estar melhor. De repente comigo ela nem teria estudado. Hoje ela deve estar fazendo faculdade. Estou casada há 10 anos e meu marido me dá força para encontrá-la. Tenho muita esperança de que, um dia, meu coração tenha paz de novoâ€.
Sandra é amiga da bike. Até por ser irmã do fundador do Clube Amigos da Bike, uma ONG que incentiva o uso da magrela como meio de transporte em São Paulo. Antes, Sandra só pedalava em parques e áreas seguras. A bici era, para ela, sinônimo de passeio. Depois que o clube nasceu, passou a percorrer distâncias maiores. Hoje, ela sai de casa, no quilômetro 12 da Via Ancheita e pedala bons quilômetros até Moema, ou até o centro da capital. “Sempre pelos bairros, procurando ruas mais tranquilasâ€, explica. O pessoal do Clube Amigos da Bike sabe que boa parte dos paulistanos não adota a bicicleta como meio de transporte por medo de andar em avenidas e ruas mais movimentadas. Por isso, uma das funções da entidade é ajudar os iniciantes a se locomover na metrópole, além de promover pedaladas coletivas. “Se alguém insistir, a gente pode, voluntariamente, ajudar a pessoa a perder o medo. Começamos fazendo percursos complicados aos domingos e ensinando as leis de trânsito. E emprestamos bicicletas para quem precisa…â€, garante. No feriado, Sandra e alguns sócios do CAB levaram algumas magrelas de diferentes tamanhos e modelos para o centrão. Quem passava perto da rua Direita poderia dar um rolezinho orientado pelos iniciados. E.. quem sabe… perceber que bicicleta é um meio seguro de transporte. Quem saber desistir da falsa segurança que o carro transmite?
Ajudar iniciantes a perder o medo é trabalho de formiguinha, bem gradual. E mais eficaz do que protestar, pedalar pelado, se fazer de vÃtima e só reclamar.
Sim, Urblog atrasou. O Arco-iris rolou ontem, mas só foi publicado hoje. Ah, antes tarde do que nunca. Afinal, não é todo dia que ele aparece e fica ali, duplo, colorido durante looongos minutos. A visão é da Barra Funda.
São Paulo pode ser vista de mil maneiras. Uma das melhores: como uma galeria de arte ao ar livre. Nos anos 80, ninguém sabia muito bem a diferença entre graffiti e pichação. Rui Amaral, grafiteiro das antigas, começou a espalhar desenhos pela cidade, ao lado de outros talentosos a urbe. Em menos de 20 anos, graffiti passou a ser considerado arte no sentido mais amplo da palavra. Um tipo de arte democrática, politizada e, principalmente, capaz de incluir. Não faltam em São Paulo projetos louváveis de ONGs como Projeto Aprendiz e Artbr , nem galerias só de arte urbana, como a Choque Cultural . Graffiti virou decoração de interiores, arte de galeria, instrumento de inclusão social. E entre artistas consagrados (como o Rui, que fez os desenhos que decoram a casa do programa Big Brother), aprendizes e arte-educadores, São Paulo coleciona muita celebridade do mundo das ruas. Está lançada a série: Arte urbana. Todas as terças, Urblog vai trazer uma entrevista-rolê com algum grafiteiro de responsa pelos muros e vielas da cidade.
OBS: Rui Amaral é o autor do mural que está na passagem de nÃvel da Paulista para a Dr. Arnaldo. Sabe, né? Claro, quem já passou por ali deve saber.
Para lançar a ideia, seguem alguns trabalhos pescados ao acaso pela cidade, só para provar, caso alguém ainda duvide, que a cidade também é uma democrática galeria.
Na São Luis
Na Augusta
Na Liberdade
Nas galerias
O dono da casa não estava, mas deixou dois cães tomando conta do barraco. Uma escada velha e alguns pedaços de ferro fazem as vezes de portão. Lá dentro, espaço seguro para proteger o sono de quem passa o dia carregando o carrinho nos braços. Na Rua peixoto Gomide, ao lado do Parque Trianon, sucata vira casa e a dignidade é o que importa. Azar de quem tentasse chegar perto. Na ausência do dono, os cães assumem e assustam qualquer curioso impertinente. Não dizem que é tendência nas grandes cidades? Casa e trabalho no mesmo lugar, para que ninguém precise se deslocar muito, gastar tempo em congestionamentos e outras chatices mais? Pois é. Tem gente que já sacou isso antes. Simples assim. E sme risco de ganhar multa por estacionar em local proibido.
No centro da cidade, bem na rua Conselheiro Crispiniano, cartaz de outro grupo – a favor do Socialismo Libertário, pede o fim da guerra entre judeus e palestinos e diz que Israel está fazendo a mesma coisa que já fizeram com os povo judeu no passado. Faz sentido.
E atendendo a pedidos – da Regiane, diga-se – mais sobre um lambe lambe bem direto que estava na Rua Augusta lá pro dia 25 de março. Como em São Paulo tudo muda o tempo todo, pode ser que não esteja mais lá hoje. Sem pudor, o interventor urbano colou seu recado sobre um daqueles cartazes de grupos de esquerda que criticam as Privatizações e insistem que “o Petróleo é nossoâ€. Bom… Não interessa, isso tudo está na imagem. Resta agora descobrir o autor. Regiane: vou tentar descobrir, ok?
Aos 58 anos, ela usa aparelho auditivo e não escuta nada bem. Mas fala bastante: “Nem sei falar sobre esse show não. Pode colocar lá que estou aqui por necessidade, mas gosto mesmo é do Roberto Carlosâ€, explica. Esse show, no caso, é do Kiss, que se apresenta agora em São Paulo. Luiza vende bandeiras, camisetas e faixas da banda na entrada do show. Ou melhor, tenta vender. “Tá fraco, ninguém vendeu nada aqui hojeâ€. Por causa da crise, provavelmente? Não, ela acha que o pessoal ficou com medo da chuva. Luiza é fã do Rei desde os 11 anos de idade, explica. Fã, fã mesmo. Muuuuuuuuuito fã. A ponto de tatuar o rosto do compositor em cinco locais diferentes do corpo, incluindo a barriga, que a blogueira insistiu para ver e fotografar, sem sucesso. Luiza mostrou a do braço direito e só. No esquerdo também tem, mas a preferida é esta, feita por um carioca.
“Não é qualquer um que faz tatuagem. A minha foi um carioca quem fezâ€, declara Luiza.
O hit de Roberto Carlos que Luiza mais ama é “Cavalgadaâ€. O momento inesquecÃvel que viveu ao som do rei foi numa viagem de navio. Não, esse foi bom, mas o melhor mesmo foi num aniversário (dele) em que o Robertão ofereceu um pedaço de bolo para ela. Olhaaaa. Como trabalha nos shows dele desde os 11 anos de idade, deve ter se tornado conhecida na produção. Uma mágoa, no entanto, ela não esquece. Foi impedida pelos seguranças (que ela conhece pelos nomes) de ver o show do Ãdolo. “Ele é bacana, o problema é a equipe dele, mais real que o Rei. Nos últimos tempos, tudo mudou muito, está bem diferente de como era na Jovem Guardaâ€, compara.
Como Luiza ouve mal, ignora as perguntas (berradas) da blogueira-repórter. E reclama. Das vendas no show do Kiss hoje, dos seguranças que a impediram de entrar no show do Robertão em outubro de algum ano que já passou. E da dura vida de fã-nática.
Já…
Bruno Henrique nem gosta do Roberto Carlos. É fã do Kiss mesmo. Tanto que deu “cambau no trampo†hoje só para tentar levantar uns trocos e comprar o ingresso para o espetáculo. “Ontem estava R$ 200, mas já caiuâ€, avalia. Pouco mais de três horas antes do show, os cambistas vendiam por R$ 120. Ele também vende uma bandeira (dele mesmo) para arrecadar o dinheiro que precisa. “E quanto você já tem?â€, pergunta a blogueira. “nem seiâ€, ele responde. Vai ver até que já tinha o suficiente. Um amigo dele, na mesma situação de MSI (Movimento dos Sem Ingresso) tenta vender kisses do companheiro de saga. “Você está trabalhando ou se divertindoâ€, pergunta o rapaz. “Trabalhando, mas acabo me divertindo, claroâ€, responde a ingênua blogueira sem desconfiar da intenção da pergunta. “Ah, senão você poderia ficar com ele. Beija bem o amigo aquiâ€, oferece. Barraca do beijo? No show do Kiss, é bem possÃvel. “Não, valeu, boa sorteâ€.
KISSMELIGA: Bruno tenta garantir um ingresso de última hora.
Fabiana Uchi é Uchinaka no registro e Maria Pechinchinha no mundo virtual. No blog Vida Pechincha , ela mostra o que garimpa por aà na área de moda e decoração. É a terceira consultora virtual da Série das Meninas Supereconômicas e Superpoderosas. E gatas. Da paulicéia. Lá no blog dela tem todos os bazares que rolam em São Paulo, além de outlets, brechós e pontas de estoque. Fora as dicas para customizar e deixar a casa bacana gastando pouco ou quase nada. Leia a entrevista da Fabi:
Urblog : Conte sua garimpagem mais bem sucedida em Sampa.
FU : A garimpagem mais bem sucedida foi a tal da sandália preta, história que por coincidência eu conto hoje no meu blog. Minha irmã tinha uma sandália preta perfeita, que eu vivia roubando escondida até levar um pito da minha mãe… Depois disso tive que sair atrás de uma sandália pra mim e, por acaso, achei a mesmÃssima sandália na primeira loja em que eu fui procurar. Foi fantástico, porque era o último par, exatamente o meu número, na cor que eu queria e estava na queima de estoque por R$ 19,90.
Urblog : Qual é a melhor bairro/rua da cidade para garimpar/pechinchar?
FU : Minha paixão é a Feirinha da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, e todas as galerias e lojinhas dos arredores .
Urblog : Complete a frase: “em tempos de crise, eu… ”
FU : Me divirto vendo uma nova onda de consumo consciente aparecendo. Isso é muito bom e espero que fiquem algumas lições .
Urblog : Qual é o post mais comentado do seu blog. Por que será?
FU : Normalmente os posts “faça você mesmo” fazem sucesso. Mas a mulherada gosta mesmo é de liquidação… Não podem ver uma letrinha vermelha que os olhos brilham!
Urblog : Complete a frase: “Dinheiro e boas compras podem não trazer felicidade, mas…
a)… compram
b)…alugam
c)…dão mais charme a uma já bem vida feliz
FU : d) Deixam a vida mais leve e divertida !!!
A segunda Menina Superpoderosa da Paulicéia criou o blog “A partir de R$ 1,99 â€, com muitos achados bacanas para decorar a casa. Além da garimpagem, Fernanda Couto dá dicas de customização de móveis, no melhor estilo “Faça você mesmoâ€. Ela garante que encontrar peças bacanas, charmosas e coloridas a preços módicos na capital paulista é um hobby atemporal, que mantem em perÃodos de vacas gordas e magras. Podemos dizer, grosso modo, que Fe Couto (e Andrea Dip, do post anterior, e Fabi Uchi, que estará no próximo) são as versões brasileiras femininas do jornalista alemão Alexander von Schönburg, que escreveu o livro Rico Sem Dinheiro - a Arte de Desfrutar o Melhor da Vida, da editora Gente. Essa obra, aliás, com texto delicioso e bem humorado, é leitura obrigatória em tempos de crise. E/ou de consumo consciente…Leia a entrevista de Fe Couto, com dicas que valem bem mais de R$ 1,99:
Urblog : Quais foram suas garimpagens mais bem sucedidas em Sampa?
Fernanda Couto : Um móvel de madeira todo em linhas retas, maravilhoso, com nichos para discos de vinil e perfeitinho para abrigar a vitrola. Por R$ 60! Meu achado estava encostado num canto do bazar do Lar Escola São Francisco, virado ao contrário, cheio de pó, meio melado, ninguém dava nada por ele… Hoje, depois de um trato (nada demais, só lixa e cera), é a peça mais legal da sala. Ah! Também me gabo de ter adquirido uma poltrona de balanço por R$ 30 e uma estante muito fofa de pés palito por R$ 45.
Urblog : Qual é o melhor bairro/rua da cidade para garimpar/pechinchar
FC : Adoro o Centro. A rua Paula Souza é minha preferida para encontrar coisas bacanas e baratas para a casa, principalmente de cozinha. Para comprar móveis, o melhor são os bazares de instituições de caridade.
Urblog : Complete a frase: “em tempos de crise, eu… ”
FC : …como mais arroz integral. Na real, vivo do mesmo jeito na crise e na bonança. E é sério isso.
Urblog : Qual foi o post mais comentado do seu blog. Por que será?
FC : “Globo terrestre-fruteira†e “Pallets na decoração da casaâ€. Acho que todo mundo fica feliz e animado com objetos de desejo que custam a partir de R$ 1,99.
Urblog : Dinheiro e boas compras podem não trazer felicidade, mas…
a) compram
b) alugam
c) dão mais charme a uma já bem vida feliz
FC : Alternativa A: COMPRAM .