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A dancinha da novela das oito agrada – ou irrita - muita gente. É um tal de imitar o Raj na pista de dança, com movimentos de ombrinhos e cabeças, de tentar jogar os braços como a Maya e as crianças fazem na casa do Opash… Brasileiro adora seguir modismos teledramatúrgicos. Não seria diferente agora. E, de fato, muita gente anda interessado em dança indiana. Em São Paulo, claro, é possÃvel encontrar escolas de dança e cultura indiana que já funcionam bem antes de Gloria Perez pensar lançar essa moda por aqui. E, claro, alguns paulistanos estudam e vivem disso desde sempre. É o caso da bailarina e atriz Andrea Prior, do espaço Rasa, que ensina danças orientais – especialmente as tradicionais das Ãndias - há uns 11 anos. Pouco antes de a novela estrear, um workshop de dança indiana lotou, segundo Andrea, fundadora da escola. “O interesse aumentou sim, mas nem todos se arriscam a aprender a dança clássica indiana, que a gente ensina aqui e é diferente do que fazem na novelaâ€, esclarece ea moça, estudiosa de cultura indiana desde criancinha. A dancinha que a Glória Perez coloca no ar todos os dias, embora muito popular pelas bandas de lá, não é a que fazem os bailarinos profissionais na Ãndia. É dança de pista, de rua, de festa em casa mesmo, do jeito que está lá. Já quem pretende se matricular num curso de dança indiana aqui, deve se preparar para estudar fundamentos religiosos e culturais bem aprofundados e suar um pouco para aprender os movimentos originais. Andrea, que já foi mais de seis vezes ao paÃs das vacas sagradas, explica que, por lá, teatro, dança e espiritualidade se misturam de modo muito peculiar. E, para ela, esse é o encanto de tudo.

