A culpa é da monocultura
Ele quer ser um ser humano autônomo e auto-sustentável. Parece que já conseguiu. Diz que o ideal é não precisar do governo, não ter patrão, nem contra cheque, nada disso. De cara, o que mais chama a atenção em Aquiles é o sotaque… Pernambucano? Piauiense? Nada, ele é paulistanoooo. Daqueles que cismam e se mudam pra Bahia em busca de paz, qualidade de vida e que tais. Lá, na Bahia, conheceu e se apaixonou por uma linda australiana que se encantou com o Brasil, com Aquiles e com a possibilidade de construir, com ele, uma “vida loucaâ€. Bom, além do sotaque nordestino do sudestino Aquiles, outra caracaterÃstica chama muito a atenção de quem fala com ele é: dispara números e números sobre desperdÃcio de água, comida e recuros naturais no mundo. Não há dúvidas: ele é um verdadeiro amigo da natureza que não se vende aos “velhacos capitalitasâ€, mas inventou um jeito “consicente†de viver e consumir.
Aquiles anda de bike, claro. É econômica, não polui etc etc. E percorre loooooongos caminhos na magrela. Ele e a mulher australiana saÃram de São Paulo com R$ 7 no bolso, o suficiente para sobreviverem – os dois - durante oito dias ou mais na estrada que os levaria aio Nordeste. “Não gastamos nada para comer e dormir. Como a gente faz um projeto de educação sócio-ambiental, a gente explica tudo para os comerciantes e moradores das cidades pelas quais a gente passa. AÃ, eles dão comida e abrigoâ€, explica o hippie contemporâneo. É nesse momento que ele lança a numerália sobre despercÃodio de comida, antes de completar: ao pedirmos comida que iria para o lixo nos restaurantes, estamos reciclando. É…Faz sentido.
Aquiles só não come carne nem alimentos lacteos em geral. É chef vegetariano e sobrevive na cidade vendendo uns biscoitos/bolos bem… interessantes que ele mesmo faz. Bom… Como ganharam a comida na viagem, os R$ 7 que o casal levou serviu para comprar uma bomba de encher pneu de bicicleta, produto de primeira necessidade para quem viaja sobre duas rodas. Urblog gravou a conversa de Aquiles com um rapaz, Fernando Gazzaneo, num bar da Rua fernando de Albuquerque.

29 de Junho de 2009
rapaz? Antes eu era amigo e agora sou “rapaz” hahaha.
Tá ótimo o texto, como sempre.
Um beijo