Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é repórter. Do tipo que gosta de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, já morou em vários becos da cidade: Santana, Tremembé, Jaçanã, Tatuapé, Paraíso, Água Branca, Aclimação, Paulista e Bela Vista. É uma espécie de garimpeira urbana de "causos", com ou sem finais felizes.



  • Vida Pechincha
  • Sampa meu Lugar
  • SP-Paris


  • 29 de Junho de 2009

    A culpa é da monocultura

    Ele quer ser um ser humano autônomo e auto-sustentável. Parece que já conseguiu. Diz que o ideal é não precisar do governo, não ter patrão, nem contra cheque, nada disso. De cara, o que mais chama a atenção em Aquiles é o sotaque… Pernambucano? Piauiense? Nada, ele é paulistanoooo. Daqueles que cismam e se mudam pra Bahia em busca de paz, qualidade de vida e que tais. Lá, na Bahia, conheceu e se apaixonou por uma linda australiana que se encantou com o Brasil, com Aquiles e com a possibilidade de construir, com ele, uma “vida loucaâ€. Bom, além do sotaque nordestino do sudestino Aquiles, outra caracaterística chama muito a atenção de quem fala com ele é: dispara números e números sobre desperdício de água, comida e recuros naturais no mundo. Não há dúvidas: ele é um verdadeiro amigo da natureza que não se vende aos “velhacos capitalitasâ€, mas inventou um jeito “consicente†de viver e consumir.

    Aquiles anda de bike, claro. É econômica, não polui etc etc. E percorre loooooongos caminhos na magrela. Ele e a mulher australiana saíram de São Paulo com R$ 7 no bolso, o suficiente para sobreviverem – os dois - durante oito dias ou mais na estrada que os levaria aio Nordeste. “Não gastamos nada para comer e dormir. Como a gente faz um projeto de educação sócio-ambiental, a gente explica tudo para os comerciantes e moradores das cidades pelas quais a gente passa. Aí, eles dão comida e abrigoâ€, explica o hippie contemporâneo. É nesse momento que ele lança a numerália sobre despercíodio de comida, antes de completar: ao pedirmos comida que iria para o lixo nos restaurantes, estamos reciclando. É…Faz sentido.

    Aquiles só não come carne nem alimentos lacteos em geral. É chef vegetariano e sobrevive na cidade vendendo uns biscoitos/bolos bem… interessantes que ele mesmo faz. Bom… Como ganharam a comida na viagem, os R$ 7 que o casal levou serviu para comprar uma bomba de encher pneu de bicicleta, produto de primeira necessidade para quem viaja sobre duas rodas. Urblog gravou a conversa de Aquiles com um rapaz, Fernando Gazzaneo, num bar da Rua fernando de Albuquerque.



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    comentários dos leitores (1)

    1. Fernando

      29 de Junho de 2009

      rapaz? Antes eu era amigo e agora sou “rapaz” hahaha.

      Tá ótimo o texto, como sempre.

      Um beijo

    2.  
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