Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é repórter. Do tipo que gosta de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, já morou em vários becos da cidade: Santana, Tremembé, Jaçanã, Tatuapé, Paraíso, Água Branca, Aclimação, Paulista e Bela Vista. É uma espécie de garimpeira urbana de "causos", com ou sem finais felizes.



  • Vida Pechincha
  • Sampa meu Lugar
  • SP-Paris


  • 31 de Agosto de 2009

    Praia de paulistano

    A ideia não deixa de ser original. E muito bem vinda, com o calor quase escaldante que a cidade sentiu nesse fim de semana. De graça, como qualquer praia. Ideal pra quem tem aflição da areia. No lugar do mar, prédios e a 23 de maio. Há quem prefira, há quem se conforme.




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    27 de Agosto de 2009

    Porque ex-filho não existe

    O olhar denuncia a vida árida que ela parece levar. A caminho do Forum Criminal, Dinalva, 53, foi ver – mais uma vez - a papelada jurídica sobre o filho preso. Dos quatro que teve, o mais novo foi o único que se desencaminhou. “Por isso não me sinto culpada, porque os outros trabalham, estudam, tudo certoâ€, compara. Dinalva ficou viúva aos 25 anos, com 3 filhos pequenos para criar. Casou de novo depois de dois anos e logo depois teve mais um filho, hoje com 26, encarcerado no cadeião de Pinheiros. Por desacato. Só? Segundo Dinalva, ele estava no lugar errado, com as pessoas erradas e, claro, deveria ter drogas no bolso. “Na família toda, ninguém quer saber, ninguém ajuda porque ele sempre quis tudo pronto, sempre foi meio folgado. Todos lutaram, construíram casa, ele não, deu para ser o que não prestaâ€, critica. Mesmo assim, não abandona o caçula. “Nos três meses em que está preso, já fui visitar seis vezes, fora as correrias e o dinheiro gasto com advogado. Mas…Eu que botei no mundo… E não existe ex filho nem ex pai, né?â€

    As amizade quando é demais… viram bicho como o dono….



    26 de Agosto de 2009

    Barba, cabelo e bigode

    O nome dela soa irônico até: Maria José. A idade é indefinida: “25, 26, quase 30â€, diz, embora aparente ter mais de 50. Fato mesmo é que não passou desapercebida pelos corredores da estação Barra Funda do Metrô. Exalava um cheiro forte de… amônia. Levava os braços e dedos lotados de bijuterias chamativas. Por algum motivo não parecia estar em situação de rua e diz que trabalha em casa de família. Maria José seria mais uma anônima latinoamericana sem dinheiro no bolso a caminhar pelas ruas da cidade. Não fosse pelo fato de exibir uma ostensiva… barba. Só no queixo. E um bigodinho sinistro para completar. Maria José tem seios sob a blusa promocional de uma empresa de telefonia. É humana fêmea com certeza. E exibe mesmo uma bela barbicha. Sem medo de ser feliz.



    24 de Agosto de 2009

    Amor e sacanagem

    A cidade se comunica bem por meio de muros, postes e paredes de todos os tipos. Lambe lambes divulgam serviços diversos - de cartomantes a garotas de programa, de lavagem de estofados a pensões. É possível até encontrar um grande amor lendo os postes da cidade. No caso destes, quem não arruma a cara-metade, ao menos, tem a chance de ser divertir numa surubinha bááásica. Será a crise que faz empresários diversificarem/ampliarem os negócios?



    20 de Agosto de 2009

    Caderno de concreto

    Design, pixo, artes plásticas, arte urbana, grafitti. Em São Paulo, a galeria de arte a céu aberto, toda maneira de se comunicar vale a pena. Há alguns meses, a capital está exalando amor. Literalmente. E amor em letra cursiva. Um jeito mais delicadamente feminino de amar, segundo o autor das mensagens espalhadas pela cidade.

    Ygor Marotta, de 23 anos, é designer gráfico. Espalha “mais amor por favor” por toda a metrópole. A frase já foi escrita em mais de 150 locais. Mas ele nunca sai para ação, escreve a frase nos caminhos que percorre pela cidade. E diz que fica satifeito se a mensagem gerar reflexão em pelo menos uma pessoa que ler, mesmo que de modo apressadp. Há dois dias, Ygor escreveu a frase num tapume de obra. Um segurança cismou, mandou apagar. “Foi na Rua Piracuama. Prometi voltar depois de dois dias. E voltei. Mas aí ele desistiu. Disse que notou que eu era ‘do bem’ e, como mantive minha palavra, ele mudou de ideiaâ€, conta Ygor. Coisas de “street arte good vibe†…


    YGOR EM AÇÃO


    Um dos mais de 150 pontos em que está a mensagem


    O recado impresso num ponto de ônibus no Viaduto Antártica, no Sumaré

    Por conta dos pedido de mais amor registrados nas paredes e muros de São Paulo, Ygor foi convidado para ilustrar um defile de modas em Brasília. “Alguém viu as frases, me achou e convidou para participar do evento. Eu escrevi a frase na passarelaâ€,


    ARTE urbana no desfile do cerrado. Foto: César Rebouças



    12 de Agosto de 2009

    Respire fundo e… pegue a fila

    A lei antifumo funciona na capital. Pelo menos no primeiro fim de semana. Pelo menos nos locais – bares e casas noturnas - visitados por Urblog. Confira o balanço.

    Sexta 14, dia em que a lei entrou em vigor. Desde a zero hora, o pub irlandês O’Malleys, nos Jardins, colocaria em prática uma ideia “simpática†para inibir fumantes teimosos: apagar os cigarros com pistolas d’água. Para a sorte de Ali Visserman, proprietário da casa, e certo azar da blogueira (que queria muito ver a pistola em ação), não foi necessário jogar areia água no vício dos outros. Os frequentadores estavam bem comportados, saíam de três em três para fumar e formavam civilizada fila na porta dos fundos.

    Visserman, entretanto, questiona o repasse de responsabilidade. O governo cria a lei e os empresários vigiam os clientes para não levarem multa. Os clientes, claro, se não forem responsáveis, não pagam nada. Apagam o cigarro. Saem de cena. No Brasil, indivíduo não costuma ser multado, só carros e empresas.
    É fato, entretanto, que os ambientes fechados estão mais agradáveis sem fumacê.
    Visserman fala um pouco da ideia das pistolas, das responsabilidades do governo e das empresas, dos clientes obedientes do O’Malleys. Fala só um pouco porque a entrevista foi interrompida por clientes-enbriagados-encrenqueiros que se negavam a pagar uns copos cheios que conseguiram “na faixa†retirados da bomba de chopp.

    Era fácil notar que a lei antifumo já estava em vigor. Bastava observar as calçadas. Lotadas de pessoas, mesinhas e… bitucas (guimbas?) no chão. No Tapas club, na rua Augusta, os convivas chegavam, pagavam a entrada antes, ganhavam um carimbo na mão e ficavam livres para sair e entrar. Não tinha fila para fumar, mas tinha para pagar na entrada da balada. Quem fumaria quatro cigarros na noite pegou uma fila só, em vez de cinco. OK. Mas a calçada às 5horas era um bar paralelo - forrado de bitucas - com os animados fumantes que foram saindo e ficando por ali mesmo. Fim de festa, fim de feira.

    Opessoal do Teatro Coletivo, na Consolação, arrumou uma saíde emergência para tabagistas. Sem filas, sem risco de espertinho sair sem pagar, um dilema foi, aparentemente ao menos, resolvido.

    O segurança que fica na portaria do Z Carniceria, na mesma rua Augusta, conseguia controlar bem os convivas fumantes que iam para a porta acender cilindrinhos viciantes. Ninguém fugiu sem pagar. Todos fumavam e voltavam de modo elegante, primeiro mundista mesmo. Exceto um viciado em desespero que, em vez de ir para a porta fumar, acendeu o cigarrão no banheiro. O segurança mandou apagar, claro. E deve ter percorrido, para chegar ao fumódromo, a mesma distância entre a mesa e o banheiro. Tsá?

    Num fim de semana quente, quem observava as ruas com alguma atenção notava: a lei antifumo colocou as pessoas na rua e deixou a cidade bem animada. Numa das portas de balada, a blogueira ouviu de um tabagista: “Aqui, no centro, nos Jardins e na Vila Olímpia a lei é cumprida, mas quero ver se é assim nos bares do Capão Redondo”. É o caso de conferir.



    10 de Agosto de 2009

    A cidade e o sexo

    O endereço certo do blog Sexo na ponta da Língua, da Ana Carolina Diniz, é: http://www.sexonapontadalingua.com/.
    E o Urblog vai levar nossa consultora sexual para um passeio pela cidade. Alguma sugestão de roteiro? Vamos seguir as dicas de nossos leitores, desde que sejam viáveis. Você tem alguma sugestão? Então deixe um comentário ou mande para julianavilas@gmail.com.
    Depois a gente grava tudo e conta aqui.



    03 de Agosto de 2009

    Façamos…Vamos amar

    Tem dia do amigo, dia dos namorados, dia da avó, dia dos professores e … o dia do Orgasmo. Sim, foi sexta. Quem inventou isso? Não importa. O clima paulistano da semana passada convidava as pessoas a comemorar em grande estilo a tradicional (ahã) data. E além do clima geralmente propício ao acasalamento, a metrópole ainda oferece todos os tipos de serviços relacionados aos prazeres carnais. Coleciona motéis e casas de suíngue, abriga profissionais do sexo para todos os gostos - do lixo ao luxo. E há ainda sexólogos, personal sex trainers e conselheiros sexuais em todos os bairros, praticamente. Urblog destaca uma blogueira-conselheira sexual que ajuda muita gente a ser feliz com conselhos e dicas bacanas.

    Carolina Diniz é especialista em sensualidade feminina. Autora do blog Sexo na ponta da lingua, ela costuma responder a todo tipo de perguntas – a maioria polêmica e de mulheres – sobre relacionamentos. É também colunista do portal Diário de Solteiro e ministra palestras e cursos sobre os temas que discute no blog. Aos 23 anos, já é celebridade virtual, tem uma legião de seguidores no Twitter e muitos leitores no blog. Apesar de solteira convicta, responde a tantas perguntas de mulheres em busca de casamentos e relações estáveis que acabou criando um segundo blog, o Eu sou para casar, em que anuncia leitores e leitoras em busca de um par. Outros temas que fazem sucesso no blog de Carol são sexo anal e oral. E ela responde a todas as perguntas, por mais constrangedoras, no melhor estilo Susie Johanson. Só que mais jovem e… paulistana da zona norte. “Trabalho com diversos assuntos relacionados à sensualidade feminina, não trago ninguém de volta e nem faço milagres. Sou apaixonada por psicologia, comunicação e relacionamento interpessoalâ€. Confira aqui


    SÓ NO INCENTIVO: Carol mantém um blog sobre sexo em que dá conselhos, une casais e fala de sexualidade feminina