Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é repórter. Do tipo que gosta de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, já morou em vários becos da cidade: Santana, Tremembé, Jaçanã, Tatuapé, Paraíso, Água Branca, Aclimação, Paulista e Bela Vista. É uma espécie de garimpeira urbana de "causos", com ou sem finais felizes.



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  • 22 de Setembro de 2009

    Muito além do sotaque ítalo

    Polenta, bolinho de chuva, viola e tambor. No Revelando São Paulo, o festival de Cultura Paulista Tradicional que terminou ontem no Parque da Água Branca, teve de tudo um pouco. Comes, bebes, música, dança e artesanato. Destaque para os comes, com fartura de linguiças, polentas e bolinhos de chuva. No primeiro fim de semana, os colombianos – espalhados por todos os bairros da cidade de São Paulo, segundo uma moça do grupo – apresentaram uma dancinha bem típica. Mataram saudade da terra natal e mostraram que eles também já fazem parte da cultura paulistana “de raiz”. Raiz, raiz….É.

    Havia ainda uma área indígena, com artesanato, tatuagem de pau brasil e música. As aldeias eram identificadas nas barracas de cada artesão. O pataxó Ronaldo, 19 anos, mantém, de fato, as tradições e costumes dos antepassados. Quando chegou à selva de concreto, estranhou, sobretudo, “o tanto de gente pra lá e pra cá”. Depois, claro, se acostumou. Mas confessa: “às vezes ainda levo um susto quando ouço barulhos estranhos, de avião acho, que surgem de repente”.

    No sábado passado, grupos de jongo se apresentaram no palco. O jongo é uma dança, de origem africana, possivelmente de Angola. É do jongo que nasceu o samba, o pagode e quase todos os ritmos afro-brasileiros. Brasil afora, o jongo é também conhecido como caxambu e bambelô. O canto é fundamental - associado aos instrumentos como atabaques e chocalhos. As músicas são chamadas de ponto e são cheias de metáforas particulamente ligadas à cultura quilombola. O jongueiro tem que decifrar o ponto.
    A mais velha jongueira de São Paulo esteve na festa. Dá uma olhada:


    Mas as estrelas da festa foram as irmãs de Paula, da cidade de Dois Córregos. Elas já estiveram na capital e participaram de outras edições do evento. Contam dos italianos – e gringos em geral - que procuram a goiabada delas, doque mais gostam no festival, onde dormem os que vem de fora para o evento…



    E diretamente de Guaratinguetá, um grupo de boiadeiros que ajudou a transformar a São Paulo capital numa região um pouco mais rural. Até bufalo eles trouxeram para a selva de concreto. Interrompemos o jantar do “hômi” para conversar um pouco com eles na porta do “apartamento”.

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    comentários dos leitores (1)

    1. Urblog » Blog Archive » O Panda da Mostra de Cinema

      23 de Outubro de 2009

      […] O Festival Revelando SP […]

    2.  
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