Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é repórter. Do tipo que gosta de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, já morou em vários becos da cidade: Santana, Tremembé, Jaçanã, Tatuapé, Paraíso, Água Branca, Aclimação, Paulista e Bela Vista. É uma espécie de garimpeira urbana de "causos", com ou sem finais felizes.



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  • No sábado passado ele voltou para casa, em Nova Iorque, depois de uma produtiva temporada no Brasil. Antes, entretanto, fez questão de deixar sua marca em São Paulo. Ao lado do grafiteiro paulistano Eduardo Kobra, de 34 anos, Jay Mides, 75, emprestou ainda mais cores e símbolos à capital.


    Jay é considerado o precursor do grafitti em Nova York e um dos seis maiores expressionistas norte-americanos vivos. Como se não bastasse, influenciou Jean-Michel Basquiat. Como assim? É. E não só como artista, mas como sogro. Sim, a filha de Jay namorou Basquiat nos tempos áureos da arte urbana no país de Obama – começo dos anos 80, final dos 70. Jay, que é judeu, estuda e se interessa pela fusão de culturas e, como “Deus é negro†(garante), está preparando um livro sobre a mistura e a relação entre as culturas negra e judaica. A obra deve ser lançada no ano que vem. O Brasil, especificamente a cidade de São Paulo, para o Mides, é ícone dessa mistura que ele tanto admira. Quem sabe por isso, avisou Kobra, fera paulistana das tintas e sprays, que gostaria de grafitar em São Paulo. Na sexta-feira, Kobra e Jay se lançaram num grafite duplo. Na Avenida Rebouças, Kobra e Jay “apresentaram suas armasâ€. E mandaram bem.


    Jay diz que não gosta de rap e que só ouve jazz e música e erudita. Além da arte urbana, ele faz ainda um trabalho que mistura dança e artes plásticas. O corpo de Jay – bem conservado para a idade, aliás – é o pincel em determinadas obras… Mas o papa da street art novaiorquina garante que gosta mesmo é de dançar reggae e salsa.


    Kobra, 34 + Jay, 75, que influenciou Basquiat, que influenciou Kobra e muitos grafiteiros desta geração

    KOBRA conta como surgiu a ideia

    Jay + Kobra em ação

    Jay e o jeito todo seu de trabalhar: ele faz um traço, olha o resultado de longe, mais um detalhe, mais uma olhada…

    Um maluco, mais perdido do que cego em tiroteio, passa pelo muro, não entende nada e ainda solta o verbo


    Jay dá entrevista para uma emissora de TV – reparem nas caretas dele


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    comentários dos leitores (1)

    1. Hugo Maciel

      16 de Outubro de 2009

      Ótima reportagem! Queria ter presenciado ao vivo… mas os vídeos serviram pra dar um gostinho!

    2.  
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