De Garrincha a Ronaldo, só diversão
O nome da bala foi, provavelmente, inspirado nele. Ou no personagem para o qual ele deu vida nos anos 60. O ‘7 belo’, como era conhecido Brasil afora, era garoto propaganda de uma emissora de TV. “Fazia os reclames ao vivo, com humor, no meio do jogo de futebol, de um programa. Recebia caminhões de cartas. Ninguém em TV recebeu mais cartas do que eu”, garante. Seu Valdir, 70 anos, canta, dança, sapateia, assobia e chupa cana, tudo ao mesmo tempo. Mas na verdade, só quer se divertir. “Era um fenômeno, dei muito autógrafo e a única coisa chata é que não tinha privacidade”, pondera o humorista.
Apesar do sucesso do passado, Valdir não reclama dos dias atuais. “Hoje faço publicidade, que dá mais dinheiro. Ainda me divirto, não tenho queixas não”. Íntimo de computadores e da internet, tem duas contas no youtuve, está no orkut e em todas as redes sociais. E foi pioneito na TV. Nunca casou, nem teve filhos. Mas também não vive sozinho. “Ah, é tico tico no fubá, né?”
Valdir começou no circo, sempre animando platéias, uma espécie de “MC das antigas”. Depois foi para o rádio e, quando surgiu a TV, lá estava ele. “Fui o símbolo do canal 7. A bala nem existia nessa época. E eu nem registrei o nome do personagem, não se usava fazer isso naquela época. Era uma alegoria o 7 belo, a carta mais valiosa. Depois de um tempo, o personagem ficou tão conhecido que em todas as repartições tinha alguém apelidado de 7 belo”, lembra Valdir.
A melhor parte de toda a fama, segundo Valdir, eram os banquentes. “Era convidado dos prefeitos. E ia sempre de cartola. Fraque e cartola”. Fã de música sertaneja antiga, reclama que show, hoje, é só pagode. “Hoje só querem pagode.Olha quantos cantores bons estão enconstados aí?” Mas Valdir, nascido e criado na capital paulista, não é do tipo saudosista. Só sente saudade mesmo do Topolino. “Era o meu carro, lindo. Pintei ele todo, na época em que não usava pintar o carro como hoje. Ninguém fazia, não podia. O meu era todo desenhado e tinha que girar a manivela para sair. Na rua, todo mundo parava pra ver. Fui tantas vezes guinchado pelo Detran que eles até já me conheciam. Eu ia lá, tomava café, conversava com eles e me e devolviam o carro”, lembra. É, se ele só queria divertir e se divertir, disso não pode reclamar mesmo.

O CAVANHAQUE é marca registrada

CURTINDO a fama e o prestígio com Fenômenos de ontem…

…e de hoje

E O INESQUECÍVEL Topolino, que até concurso ganhou.
