Juliana Vilas

Juliana Vilas, 29, codinome "Pássara", é repórter. Do tipo que gosta de "medir ruas" e ouvir histórias de gente de todos os tipos. Paulistana da zona norte, já morou em vários becos da cidade: Santana, Tremembé, Jaçanã, Tatuapé, Paraíso, Água Branca, Aclimação, Paulista e Bela Vista. É uma espécie de garimpeira urbana de "causos", com ou sem finais felizes.



  • Vida Pechincha
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  • SP-Paris


  • 28 de Outubro de 2009

    Roda, roda, roda e avisa

    “Abelardo Barbosa, tãtãtã, está com tudo e não está prosa…†Na festa do filme Alô Alô Terezinha, exibido na 33ª Mostra Interacional de Cinema ontem à noite, a inesquecível na trilha do Porgrama do Chacrinha tocava a cada 45 minutos, mais ou menos. E as inesquecíveis chacretes estavam lá, relembrando os idos tempos de palco.

    E elas mantém contato até hoje. A maioria veio do Rio numa van, todas juntas, para prestigiar o filme e curtir a festa na Biroska, uma das cinco casas da empresária Lilian Gonçalves, a dona da rua Canuto do Val, a rainha da noite paulistana e da calçada da fama brasileira (que ainda será inauguarada). Lilian estava tão entusiasmada quanto as colegas contemporâneas. Diz que Aberlardo frequentava o Biroska. E fez as vezes de apresentadora da noite. As atrações, claro, elas, as chacretes. Ou ex? No Biroska não tinha ex não. Posicionadas na escada principal da casa, elas rodaram, avisaram e arrasaram.

    Cabocla Jurema, Rita Cadillac, da turma mais conhecida dos anos 70, todas estavam lá. Lúcia Apache adora o passado no palco do Velho Guerreiro, mas garante que a vida hoje está excelente. Mora na região do Leme, na capital fluminese, é dona de casa e tem quatro netos. Estrela Dalva Cabelos de Fogo, dançarina de 1975 a 1979, confirmou que levava beliscões do chefão. Vera Furacão trabalhou como instrumentadora cirúrgica depois que parou de dançar e já se aposentou. Também mora na região de Copacabana. Sandra Mattera (chacrete de 1968 a 1974) é a única da geração que hoje mora em São Paulo – e exibe uma tatuagem de constelação no rosto, ao lado do olho direito. “Comecei a me tatuar há 20 anos. Adoooro!â€, garante. Animadíssimas, cantaram ao som de Biafra, dançaram lambada e relembraram os velhos tempos, com o glamour de sempre…Até às 4 da manhã, a todo vapor.



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